Blog consciente

A Seleção Brasileira de futebol está decepcionando praticamente toda a população esportiva do país. Afinal, com tantos jogadores de fama, muito bem pagos, só se espera que saibam fazer gols e dar alegria ao povo brasileiro.

Depois de mais um vexame, é tanta gente desejando o afastamento do técnico, ou do Diego, do Robinho e de outros mais. Isso acontece no futebol, que são emoções, mas não muda nada na vida dos e das torcedoras.

Há um outro campo de disputa que exige mais que emoção, exige consciência cidadã, tantos dos atores como da sociedade, é na questão política. A seleção brasileira de políticos está muito ruim, muito pior do que a seleção de futebol e as consequências mais graves para todos e todas.

Por isso, uma ação popular com mais de um milhão de votos levou o Congresso Nacional a criar a lei anti-corrupção, a 9.840. Por conta dela, mais de 600 políticos corruptos já foram afastados de cargos. Mas a praga continua.

São tantos os políticos acusados de improbidade administrativa, isto é, que desviaram dinheiro público ou se elegeram comprando votos e têm processo correndo na justiça, mas não têm sido julgados e condenados. Agora se apresentam novamente como candidatos.

Está certo isso? (…)

Um eleitor consciente, com esforço ético, tem coragem de votar em candidato com ficha suja? Infelizmente ainda há eleitores(as) que se prestam a pagar favores votando em candidatos com nome manchado na Justiça.

Por isso, a Ordem dos Advogados do Brasil, a Conferência dos Bispos do Brasil e mais 20 organizações da sociedade civil estão promovendo um novo abaixo-assinado em todo país, pra juntar dois milhões de assinaturas de cidadãs e cidadãos eleitores e exigir que o Congresso Nacional vote uma emenda na lei 9.840 que proíba qualquer pessoa com ficha suja seja candidato(a), quem esteja com processo na justiça que seja impedido de ser candidato a algum cargo público.

Agora é a vez de quem anda revoltado(a) procurar um local onde haja a lista do abaixo-assinado contra políticos corruptos e levar seu título eleitoral e botar seu nome para ajudar a chegar aos 2 milhões de assinaturas.

É uma nova oportunidade de a sociedade moralizar a política brasileira que anda precisando urgente de uma limpeza ética, não acha?

Com um milhão e 700 mil votos ao menos, no abaixo assinado, o Congresso Nacional será obrigado a atender a solicitação da emenda à lei 9.840, que já foi fruto de inciativa popular em abaixo-assinado semelhante.

Quando os representantes já não representam bem é hora de a sociedade tomar as rédeas nas mãos.

IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO.
Não adianta participarmos da democracia apenas votando. Depois das eleições, precisamos acompanhar os passos dos políticos que mereceram e receberam nosso voto.
Como eles e elas utilizarão o orçamento público? É necessário sabermos isso e temos direito de saber.
Será que apoiarão leis que favoreçam a maioria das pessoas? Temos de fiscalizar e acompanhar...
Como receberão as contribuições da comunidade para que sejam elaboradas políticas públicas de interesse da população?
Como esses políticos lutarão por relações igualitárias de gênero, étnicas e de geração?
Seus programas de governo respeitam o meio ambiente?
Garantem lazer para jovens e adolescentes?

É essencial conhecermos o que os candidatos e as candidatas PENSAM sobre essas questões. Quando?
- ANTES DAS ELEIÇÕES: conhecendo o programa de governo de seu candidato.
- DEPOIS DAS ELEIÇÕES: cobrando deles o cumprimento do programa apresentado na campanha.

ACABAR COM A CORRUPÇÃO ELEITORAL? É POSSÍVEL? COMO?
Apesar de a lei 9.840 ser muito eficaz, os políticos ainda tentam comprar votos a cada eleição. Para barrar isso, a sociedade brasileira tem de continuar fiscalizando e impedindo que essas práticas aconteçam.
COMO DENUNCIAR? (dois passos importantes).

1º. PASSO: Identificar um ato de corrupção (dois casos):

a) - COMPRA DE VOTO:
Por “compra de voto” entende-se toda oferta ou doação de cestas básicas, dentaduras, remédios, sacos de cimento, tijolos, lotes, carteira de motorista, emprego, atendimento médico ou odontológico, prestação de serviços de advocacia e outros.
Tudo isso é caracterizado como compra de voto. A simples oferta já é crime suficiente para cassar o registro do candidato ou candidata (durante a campanha eleitoral) ou o diploma eleitoral (no caso de políticos que já cumprem mandatos).

b) - USO ELEITORAL DA MÁQUINA ADMINISTRATIVA:
Entende-se, nesse caso, uso de prédio ou salas públicas para a realização de campanhas, pagamento de despesas de campanha com verba pública, utilização de carros públicos para a organização e eventos partidários, transporte ilegal de eleitores, liberação de servidor público ou empregado da administração pública para comitês de campanha eleitoral durante horário do expediente.
Esses e outros tipos de desvio do bem público para favorecer a própria candidatura ou a de alguma pessoa protegida são caracterizados como uso eleitoral da máquina administrativa.
Exemplo: vinculação de um posto de serviço ou de um Centro Social ao nome de um político, isto é, os bens e serviços prestados pela unidade são apresentados como se fossem atos de generosidade do candidato. Na verdade, muitas vezes, é nesses locais que acontece o pedido de voto.

2º. PASSO: Coletar provas (o que é necessário?).

a) TESTEMUNHAS:
Qualquer pessoa pode testemunhar em caso de corrupção eleitoral. A força do depoimento é muito importante para a justiça Eleitoral autorizar a cassação de um político corrupto. Mas, desde que possível, é sempre bom (e necessário) ter outras provas, além do testemunho.

b) DOCUMENTOS:
São tidos como documentos: fotografias, filmagens, gravações, escritos ou impressos relacionados aos atos de corrupção eleitoral. Tudo deve ser anexado ao formulário de denúncia (que apresentaremos mais adiante).
Exemplo: registrar discursos com promessas de doação de dinheiro ou cestas básicas, uso de veículos públicos, distribuição de alimentos e material de construção. Também vale apresentar gravações de entrevistas concedidas ao rádio ou à TV que contenham ofertas indevidas a eleitores.

(Em Sobral, no Ceará, um candidato a vereador foi cassado porque ofereceu serviços gratuitos de advocacia para os eleitores por meio de uma rádio local).
Por isso, É MUITO IMPORTANTE: ter disponíveis máquinas fotográficas, filmadoras e gravadores para pegar um político espertinho comprando voto. O registro é essencial para comprovar a corrupção eleitoral.

3º. PASSO: Denunciar.

A denúncia pode ser feita diretamente à Promotoria Eleitoral, à Polícia Federal, ao juiz eleitoral ou, ainda, via Comitês 9840.
O ideal é que a denúncia seja feita por escrito com o maior número de provas possível.
IMPORTANTE: é dever do promotor eleitoral agir diante de uma ocorrência de corrupção eleitoral. Ele não está fazendo favor. É obrigação dele.
SE O PROMOTOR NÃO AGIR: caso haja alguma omissão por parte do Promotor, comunique o fato à Procuradoria Regional Eleitoral do Estado (os endereços encontram-se no sítio eletrônico www.lei9840.org.br e também nos cartazes que foram produzidos pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE).

6. NOVAS PRÁTICAS DE CORRUPÇÃO ELEITORAL.
Em 2006, foi aprovada a Lei 11.300, que reforça o combate à corrupção.
Brindes: fica proibida a distribuição de camisetas, bonés, chaveiros, canetas e brindes em geral. Tudo isso constitui compra de votos e permite a cassação de mandatos.
Boca de urna: a boca de urna sempre foi considerada crime eleitoral. Com esta nova lei, se o candidato ou a candidata praticar a boca de urna, também ficará impedido de exercer o mandato, pois a lei determina a cassação do diploma eleitoral de quem efetuar gastos ilegais durante a campanha.
Votos no atacado: também é gasto ilegal de campanha e gera cassação do diploma eleitoral o ato de pagar intermediários para que eles transfiram votos para o candidato contratante. É o que se chama de “compra de votos no atacado”, a qual pode tornar possível a aplicação do novo art. 30-A, parágrafo 2º. da Lei das Eleições.



MODELO DE DENÚNCIA

Excelentíssimo Senhor Promotor Eleitoral.
................. (nome da pessoa que faz a denúncia), cidadão/ã brasileiro/a, portador/a do título eleitoral de no. ............, vem à presença de Vossa Excelência oferecer a presente denúncia contra o/a candidato/a .................... (nome do candidato/a denunciado/a), pelos motivos narrados a seguir:
(Relatar fatos, citando local, data, pessoas envolvidas e juntar imagens – fotografias e vídeos – e documentos que sirvam de prova).

_________de __________________ de 2008.

________________________________
Assinatura

 

MCCE lança Projeto de Lei de Iniciativa Popular
sobre a vida pregressa dos candidatos

http://www.lei9840.org.br/iniciativapopular.htm

"Para participar da Campanha Ficha Limpa é preciso imprimir o formulário de assinatura.
Depois de assinar e registrar o número do título de eleitor no documento, basta enviá-lo para o endereço SAS, Quadra 5, Lote 2, Bloco N, 1º andar - Brasília (DF) - CEP. 70.438-900.
Acesse o formulário no link disponível logo abaixo nesta página"

ATENÇÃO
Não é possível votar eletronicamente!
O Congresso Nacional exige que os formulários sejam enviados impressos.

O MCCE está com uma nova Campanha de coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular em que se pretende criar novos casos de inelegibilidade. O objetivo do Projeto é impedir a candidatura de políticos condenados por crimes graves.

O Projeto de Lei defende que haja uma condenação criminal por improbidade administrativa para que ocorra a inelegibilidade. No caso dos políticos que detém foro privilegiado, a proposta é que a inelegibilidade decorra tão-somente do recebimento da denúncia, já que, segundo a Constituição, muitos desses processos podem até ser suspensos por decisão do Parlamento. Além disso, as denúncias criminais, nesses casos, terão que ser recebidas por um tribunal formado por diversas pessoas, o que dá maior garantia de que o processo será iniciado com base em alegações fundamentadas e embasadas em provas.

IMPRIMA AQUI O FORMULÁRIO (arquivo em PDF)

Conheça o PL sobre a vida pregressa dos candidatos (arquivo PDF)

A coleta de assinaturas deve ser realizada unicamente por meio do modelo de formulário disponível no site oficial da campanha, pois assim será possível comprovar que as assinaturas se referem a este projeto de lei.  As assinaturas já coletadas devem ser enviadas à Secretaria Executiva do Comitê Nacional do MCCE a fim de serem anexadas ao projeto de lei final.

Fundamentos e constitucionalidade do Projeto de Lei

Projeto de Lei em versão simplificada e para debate em grupo (arquivo PDF)

Caso não tenha o Adobe PDF, baixe-o aqui.

Por que um novo projeto de lei de iniciativa popular?

 

Em 1999 foi aprovada a Lei n° 9.840, que tornou possível a cassação, até o presente momento, de mais de 600 políticos por compra de votos e uso eleitoral da máquina administrativa. Foi a primeira vez que a sociedade brasileira apresentou e viu aprovado um projeto de lei de iniciativa popular em que se concedia à Justiça Eleitoral poderes mais amplos para aplicar punições aos que praticam atos de corrupção eleitoral.

Essa conquista foi muito importante, mas precisamos ir além!

Muitos políticos foram condenados em primeira instância ou respondem a denúncias recebidas por tribunais em virtude de fatos gravíssimos, como homicídio, tráfico de drogas, violência sexual, desvios de recursos públicos etc. Isso não impede, pela legislação atual, que eles sejam candidatos. Hoje, só os que já foram condenados em definitivo ficam impedidos de participar das eleições como candidatos, o que é muito pouco, pois os processos penais duram muitos anos para chegar ao fim.

Além do mais, todos sabemos que muitos só se candidatam em busca da obtenção do foro privilegiado, que os colocam praticamente “a salvo” de qualquer condenação. Neste projeto, não pretendemos antecipar a culpa de quem ainda pode recorrer a outras instâncias. O que pretendemos é que os mesmos tenham sua candidatura impedida provisoriamente. Trata-se apenas de adotar uma postura preventiva, pois os interesses públicos devem prevalecer sobre os interesses particulares de possíveis praticantes de graves atos contrários à lei. O projeto também impede a candidatura daqueles que renunciam a seus mandatos a fim de escapar de possíveis punições.

Pelo texto deste projeto de lei de iniciativa popular, serão ampliados os atuais prazos de inelegibilidades previstos na lei. Além disso, foram adotadas medidas para agilizar o andamento dos processos na Justiça Eleitoral.
 

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Fontes:
http://www.dehonbrasil.com/blog/coberturaespecial/2008/06/lei-9840-esforo-para-explic-la-e-entend.html

http://www.jesocarneiro.com/artigos/sena/precisamos-de-uma-limpeza-etica.html

http://www.lei9840.org.br/iniciativapopular.htm

Attachment: eleicoes_livres.jpg

Blog EntryUFOLOGIA - Eram os Deuses Astronautas? (VÍDEO)Jul 19, '08 12:52 PM
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Eram os Deuses Astronautas? (Chariots of the Gods?, em inglês) é um livro escrito em 1968 pelo suíço Erich von Däniken, onde o autor especula a possibilidade das antigas civilizações terrestres serem resultados de alienígenas que para cá teriam se deslocado.

Von Däniken apresentou como provas as confusas coincidências entre as colossais pirâmides egípcias e incas, as quilométricas linhas de Nazca, os misteriosos moais da Ilha de Páscoa, entre outras maravilhas do planeta. Ele também cria uma certa teoria de cruzamentos entre os extraterrestres e espécies primatas, gerando a espécie humana.

Dizia o autor também que esses extraterrestres eram considerados divindades pelos antigos povos: daí vem a explicação do título do livro.

Por seu incrível poder de persuasão, unido à época lançada - um ano antes do homem ir à Lua -, von Däniken conseguiu vender milhares de livros e convencer muitos leitores. As teorias defendidas neste e em outros livros de Däniken ainda são tema de discussão, leiga ou acadêmica, contrária ou favorável. Alguns autores exploram o tema da teoria dos astronautas antigos. Fonte: Wikipedia

 

O filme tem 11 capítulos e você pode avançar ou retroceder clicando nos botões na lateral da tela:


Blog EntryA história das coisas - o consumismo (vídeo)Jun 7, '08 11:20 PM
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Saiba mais informações e assista o vídeo original em:
http://www.storyofstuff.com/


Blog Entry29 DE MAIO – DIA NACIONAL DA GENTILEZAMay 22, '08 9:33 PM
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O GESTO,

 E SUAS POSSIBILIDADES NA GENTILEZA

 

DIA 29 DE MAIO – DIA NACIONAL DA GENTILEZA- ESTE DIA PRECISA SER LEMBRADO

 

“Por isso eu pergunto
À você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria


Gentileza – Marisa Monte

Atos gentis são revolucionários. Modificam tudo que encontram pela frente, isso graças à força presente em ações de simplicidade.

São gestos que rareiam hoje em dia, haja vista a carência de sentimentos nobres como o da generosidade.

Um ato gentil talvez seja a única ação em que seja possível perceber a quintessência de pureza de quem o faz, sem a intermediação de algum bem material ou a exigência de algo em troca.

Exercita-se a gentileza pelo bem estar natural que o próprio ato faz a quem o pratica e a quem o recebe.

Superficialmente profundo, um ato gentil pode ser tão benéfico as nossas vidas, quanto à água pura que bebemos ou ar que respiramos. Ser gentil é um ato de necessidade para nossa saúde.

Vejamos por exemplo os benefícios de um simples abraço. Segundo a psiquiatra Karen Grewen, da Universidade de Carolina do Norte, Estados Unido em uma pesquisa divulgada pela FAPESP aqui no Brasil, ser acolhido entre os braços de outra pessoa reduz a quantidade de dois hormônios do estresse. E como sempre  o elemento verdade acaba fazendo um grande diferencial, pois em muitos casos abraços sem verdade tem efeto nulo. Abraços  sob holofotes, como os vistos entre os políticos de Brasília, não valem; para alimentar o bem-estar, os mesmos têm de expressar carinho e apoio.

Será que ja paramos para pensar que um sorriso dirigido a alguém, ou  o ato de cumprimentar o seu proximo através de um bom dia pode ser um positivo divisor de aguas na vida de alguém?

Para o teólogo Leonardo Boff em seu artigo  Espirito da Gentileza” a mudança de atitude em nome de ser perceber mais o outro em nosso meio, e algo essencialmente necessário para uma sociedade fadada a autofagia “ Este espirito nunca ganhou centralidade, por isso somos tão vazios e violentos. Hoje ele é urgente . Ou seresmo gentis e cuidantes ou nos entredevoramos” destaca.

O dia 29 de maio vem celebrar o dia em que a gentileza passou a ser personificada  atraves da memoria de José Dantrino,  conhecido  tambem como José Agradecido ou profeta Gentileza. Sendo esta a data do seu desencarne ocorrido no ano de 1996 aos 79 anos, Gentileza mostrou ao Brasil que mais forte que a propria vida e a própria morte é a mensagem que se deixa . Gentileza propunha pelas suas andanças pelo Rio de Janeiro a ação de atos gentis como forma de expressarmos cuidado e ternura pelo outro. Sua frase sintese , resume o sentimento presente nos 55 murais que pintou  sob um viaduto da cidade do Rio de Janeiro, “Gentileza gera Gentileza.

A depredação  do murais pintados por Gentileza por parte de vandalos, não  foi suficiente  para resistência de sua  mensagem.  A cantora Marisa Monte através da musica Gentileza foi uma das vozes a fazer coro para importancia das suas mensagens.. O filsófo carioca Leonardo Guelmam  coordenador do projeto  Rio com Gentileza  ressalta que Gentileza denunciava  a crise ética e de valores a  qual passamos, ressaltando que as expressões “ por favor” e ‘ obrigado” traduzem a troca na base do toma-lá –dá-cá, segundo o filosofo Gentileza pedia o exercicio das palavras “ por gentileza” e “agradecido”.

Portanto para fazer valer este saúdavel exercicio propomos neste dia 29 , data em que comemoramos o dia nacional da gentileza, a ação de pelo menos 5 atos gentis. Explica-se. Cada ato corresponde a um dos dedos das mãos o que  representa uma mão estendida uma um dos grandes simbolos de gentileza.

Portanto não perca tempo, ser gentil não custa nada.

 

1- Abraçe alguém

2 - Cumprimente alguém chamando-o pelo seu nome

3 - Escreva  uma carta ou visite  aquela pessoa que há muito você não vê

4 - Ofereça telefonemas de carinho.

5 - Ore por alguém , mesmo que você não a conheceça

6 - Ceda seu lugar no onibus para alguém

7 - Valorize a cidadania no  transito respeitando as pessoas...

 

Em fim ponha em prática a uma das mais saudaveis atitudes, mudando o mundo com um só gesto . Sendo gentil. Pois desta formaa conseguiremos chegar proximo do maior bem que o criador nos deu : a Paz.

 

                        Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade


Blog EntryA FARRA DOS SACOS PLÁSTICOSMay 22, '08 9:32 PM
for everyone
May 24, '07 9:17 PM
by Folha for everyone





André Trigueiro *



O Brasil é definitivamente o paraíso dos sacos plásticos. Todos os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha, que quando ele não está disponível, costumamos reagir com reclamações indignadas.

Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico.

Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa. A caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez. Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.

A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções.

Feitos de resina sintética originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza. Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.

No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD). No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme, que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedem a passagem da água retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis - e dificultam a compactação dos detritos.

Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil, já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura - de vários países europeus. Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania. Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade. A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários?

Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de anti-ecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha. Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha,e mochilas. Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis.

Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartados. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza. Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados.

Mau exemplo: lixão em SP recebe 250 toneladas por dia com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza. O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral, e dos sacos plásticos em particular.

É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos. Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?





















* O jornalista André Trigueiro é redator e apresentador do Jornal das Dez, da Globonews, desde 1996. Na Rádio Viva Rio AM ( 1180 kwz ), Trigueiro apresenta o programa Conexão Verde, de segunda a sexta. Nele, aborda temas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O jornalista é pós-graduado em Meio Ambiente pela MEB COPPE/UFRJ (2001).



Saiba mais -

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u403000.shtml

http://fatosepensamentos.com/sacos-plasticos-x-poluicao-pensamento-rapido.html

Veja também o powerpoint em anexo.

Attachment: The plastic bag.ppt

 

  

Proposta

 

- O seminário será realizado em dois dias, com dois blocos de três horas de duração, nos períodos da manhã e dois blocos de quatro horas de duração nos períodos da tarde, num total de 14 horas.

 

É dirigido a todos que se interessem pela Religião dos Orisa, sem necessidade de cargos ou iniciação, uma vez que não serão veiculados assuntos de awo - segredo.

 


 

Local: Hotel ONIGRAT - Campina Grande-PB

Data: cancelado até a presente data.



O curso foi cancelado por motivos que a Organização Nova Consciência desconhece. Assim como em outros cursos e eventos esperamos que todos os inscritos compreendam que apenas a divulgação deste foi de apoio da ONC. Para mais informações:



 Oloooorisa Obayinka Epega,

Germana Tabosa Freire 

Informações e inscrições: 9937-9908 / 8881-3845


Blog EntryO Evangelho Segundo São DawkinsApr 29, '08 7:22 PM
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DawkinsCrentes, tremei! Ateus e céticos do país, regozijai-vos! Acaba de chegar às livrarias brasileiras, pela Companhia das Letras, a principal arma de Richard Dawkins em sua santa cruzada contra as religiões: Deus, um Delírio, livro cujo título já diz tudo sobre o tom panfletário, a postura de dono da verdade e o flagrante desrespeito por qualquer um que não compartilhe de suas crenças, qualidades que Dawkins já demonstrou sobejamente em suas muitas entrevistas e ensaios.

Não vou comprar, claro. Prefiro investir meu suado dinheirinho e meu escasso tempo com Medo e Delírio em Las Vegas, que a Conrad também está lançando por aqui. Até porque, não sendo nem crente, nem ateu, a argumentação simplória dos céticos não me faz a menor mossa. Mas Dawkins é um espécime curioso, talhado sob medida para ilustrar como o fundamentalismo cientificista está mais próximo do fanatismo religioso do que seus valorosos defensores gostariam de pensar.

Areia do Saara. – Como seus companheiros de trincheira costumam fazer, Dawkins reduz a religião ao fundamentalismo. A essência do comportamento religioso, de acordo com esse ponto-de-vista, não está em Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Ibn Arabi ou Shankara, eruditos que amparavam suas crenças religiosas em uma sólida base científica e filosófica, mas nos homens-bomba de Osama bin Laden e no pentecostalismo grosseiro de Bush. A partir daí, fica fácil argumentar que a religião só trouxe prejuízo à humanidade. Como diria Charles Fort, com esse tipo de argumento, eu posso provar facilmente que você é feito de areia do Saara – basta desconsiderar tudo o que há em você e que não é areia do Saara.

Além disso, ao igualar religião e fanatismo, Dawkins mostra uma ignorância crassa sobre a história e o dinamismo dos grupos religiosos, uma ignorância ainda mais imperdoável se considerarmos a quantidade de dados sobre o assunto reunidas ao longo de todo o século XX pela antropologia, psicologia e até neurologia, e que estão à disposição de quem quiser se informar em qualquer livraria ou biblioteca. Mas é claro que Dawkins não quer se informar. Do contrário, seria obrigado a reconhecer que o fundamentalismo, longe de ser uma característica essencial das religiões, é um fenômeno tardio, que surge quando as estruturas religiosas entram em decadência.

Basta olhar um de seus alvos favoritos, o islamismo, para constatar que o fundamentalismo islâmico é um movimento recente, que só surgiu no ocaso de uma das civilizações mais refinadas, culturalmente sofisticadas e tolerantes que o mundo já conheceu. Dentro das fronteiras do Império Islâmico, muçulmanos, cristãos e judeus conviviam e dialogavam livremente. Graças ao respeito pelo passado, que levou a civilização islâmica a preservar obras fundamentais da filosofia e da ciência greco-romanas, a cultura antiga escapou de desaparecer com a desagregação do Império Romano que lançou o ocidente na barbárie.  O espírito colaborativo e a valorização do conhecimento fizeram com que, no mundo árabe, a física, a astronomia e as demais ciências, bem como a medicina, estivessem muito mais avançadas do que em qualquer país da Europa no mesmo período. Nessa época, Osama e seus Bin Ladens não eram nem sequer um brilho no fundo do olho de Iblis.

Por caminhos mais tortuosos, o cristianismo demonstra a mesma coisa. A Inquisição só surgiu no século XVI, quando os dogmas católicos começaram a ser questionados sob o duplo impacto do protestantismo e da ciência – que, nessa época, diga-se de passagem, não era ateu, mas de inspiração neoplatônica, isto é, apoiado em uma filosofia assumidamente religiosa. Qualquer dúvida, as biografias de Galileu, Tycho Brahe, Johann Kepler, Copérnico e Giordano Bruno, entre outros, estão aí para não me deixar mentir. Isso pra não falar de Descartes e Leibniz, que se interessavam por alquimia e foram obcecados pelo movimento rosa-cruz, bem como, mais tarde, de Newton, alquimista teórico e praticante, que derivou boa parte de suas teorias (como o conceito de “força”, por exemplo) de seus estudos alquímicos.

Claro que, mesmo antes da Inquisição, o catolicismo já não era lá um grande exemplo de mente aberta e que as Cruzadas inauguraram a saudável prática de passar todo mundo no fio da espada, esperando que Deus separasse os dele, mas isso só prova a tese daqueles que acham que a decadência do cristianismo começou quando a Igreja se aliou ao Império Romano.

Os Demônios da Dúvida. – O fato é que o autêntico espírito religioso não é fanático e que o fanatismo só surge quando o espírito religioso desvanece na entropia e na desagregação. Coube a Jung demonstrar – tomando como caso de estudo o seu próprio pai, um pastor luterano cuja adesão inflexível aos dogmas escondia profundos questionamentos que o corroíam por dentro – que o fanatismo, na verdade, é um mecanismo neurótico de defesa contra dúvidas inconscientes. O fanático não é aquele que acredita – em Deus, na Ciência, seja no que for – mas aquele que deixou de acreditar. O fanático duvida com tanta intensidade que não pode se dar ao luxo de admitir as próprias dúvidas e, assim, reprime-as no inconsciente. É para se proteger contra elas que ele constrói uma postura rígida. Por esse motivo, ataca com violência (verbal ou física) qualquer um que ouse questionar suas crenças – porque basta o menor questionamento para o edifício inteiro desmoronar.

No entanto, isso também vale para os devotos de São Dawkins. A veemência com que os autoproclamados céticos atacam os religiosos em nome do conhecimento científico, a virulência de sua defesa das verdades científicas, o sarcasmo quase ofensivo com que brindam qualquer outra crença é uma demonstração eloqüente de que, quanto mais os cientificistas defendem conscientemente que todas as respostas devem vir da ciência, mais eles duvidam inconscientemente de que a ciência possa ter todas as respostas.

Um exemplo basta para demonstrar o que estou dizendo. De acordo com a resenha da revista Época desta semana (link, infelizmente, só para assinantes), ao lado dos extremistas religiosos, a outra bête noire contra a qual São Dawkins se bate são os pastores que querem que o criacionismo seja ensinado nas escolas, sob o nome de teoria do design inteligente, ao lado do evolucionismo. Os proponentes do design inteligente não defendem que a teoria da evolução seja banida do ensino, mas que seja apresentada como isso mesmo, uma teoria, e que se diga às crianças que existem outras teorias alternativas.

Ok, os mais radicais defendem, sim, que o evolucionismo seja substituído pelo relato bíblico da criação, mas nivelar todos os criacionistas por baixo e jogar todos no mesmo balaio é uma injustiça, que não faz jus à inteligência – sofisticada ou sofística, não importa – de boa parte dos adeptos do design inteligente.

O mais curioso é que a postura de Dawkins é idêntica, não à dos criacionistas mais moderados, mas precisamente à dos radicais. Da mesma forma que os extremistas gostariam de proibir o evolucionismo em sala de aula, Dawkins é contra o ensino religioso nas escolas. Quer que as crianças aprendam somente a teoria da evolução, não como a teoria razoável e bem-fundamentada que é, mas como um fato absoluto e indiscutível. Dawkins justifica essa atitude com um argumento paradoxalmente oblíquo. Segundo ele, se todas as evidências científicas forem mostradas com honestidade às crianças, elas terão condições de decidir por si mesmas se a Bíblia é literalmente verdadeira ou não.

Agora, me corrijam se eu estiver errado. Se o objetivo é deixar as pessoas decidirem por si mesmas qual é a alternativa correta, então todas as alternativas não teriam que ser apresentadas com isenção e imparcialidade? Apresentar o evolucionismo como um fato científico estabelecido e, ao mesmo tempo, impedir que os defensores do design inteligente tenham uma chance igual de expor seu ponto-de-vista não é uma maneira de manipular os alunos, direcionando-os para uma conclusão pró-evolucionista?

Não me entendam mal, eu não estou defendendo o criacionismo. Como qualquer pessoa sensata, acredito piamente na evolução das espécies e que, com a seleção natural, Darwin topou com um dos mecanismos mais importantes dessa evolução. Já não estou tão certo de que seja o único mecanismo. A teoria junguiana dos arquétipos e os atratores estranhos da matemática do caos (que alguns consideram duas maneiras diferentes de descrever a mesma coisa) apontam para a possibilidade de que existam padrões de auto-organização atuando sobre a evolução das espécies, ao lado e em conjunto com a seleção natural, e Marie-Louise von Franz já havia sugerido, numa nota ao capítulo que escreveu para O Homem e seus Símbolos, que o desenvolvimento das espécies pode ocorrer de forma sincronística. Mas é claro que arquétipos, atratores estranhos e efeitos sincronísticos não têm nada a ver com o Grande Arquiteto do Universo com que sonham os criacionistas.

Meu ponto, no entanto, é outro. Uma vez que a teoria da evolução é tão razoável que, conhecendo seus argumentos, qualquer pessoa sensata não hesitaria em aceitá-la, por que é que Dawkins teme que ela seja ensinada lado a lado com o criacionismo, ou com qualquer outra explicação alternativa? Também aqui, trata-se de seleção natural, pois não? Coloca-se as várias teorias para competirem umas com as outras e a mais apta inevitavelmente sobrevive. Se Dawkins está plenamente convencido de que a teoria mais apta é o evolucionismo, por que temer o confronto? E por que combater as alternativas com tamanha virulência? A equação junguiana, segundo a qual o fanatismo consciente é diretamente proporcional à intensidade das dúvidas inconscientes, talvez se aplique aqui. Em sendo assim, dá para imaginar a força com que o mundo inconsciente de Dawkins é assombrado pelos demônios da dúvida.

O Deus de Dawkins. – Há um outro aspecto no raciocínio de Dawkins que chama a atenção. Vamos olhá-lo de novo, desta vez citando textualmente a matéria da Época: “Expostas a todas as evidências científicas, as crianças vão crescer e ter condições de decidir se a Bíblia é literalmente verdadeira ou se o movimento dos planetas influencia sua vida, afirma Dawkins”, aproveitando para alfinetar os astrólogos, outro grupo que os céticos amam odiar.

A visão cética, portanto, fica presa a uma alternativa binária: ou bem as narrativas religiosas são literalmente verdadeiras, ou bem elas são falsas; ou bem os planetas influenciam fisicamente a vida das pessoas, ou bem a astrologia é uma furada.

Da astrologia, eu não vou falar aqui, porque daria muito trabalho explicar de que forma ela é um sistema simbólico plenamente operacional mesmo que não haja nenhuma influência física dos astros sobre as pessoas. Prefiro me concentrar no tema principal deste post, que é o ataque dos céticos à religião, ou melhor, a crença ingênua dos céticos de que expor os absurdos do fundamentalismo religioso equivale a demolir a religião tout court.

“A hipótese de Deus”, escreve Dawkins, “é que existe uma inteligência sobrenatural que deliberadamente projetou e criou o universo e tudo dentro dele, inclusive nós.” Essa hipótese não se sustenta porque, de acordo com ele, se Deus existisse, estaria sujeito às leis da evolução: “Inteligências criativas, sendo fruto da evolução, necessariamente chegam mais tarde ao universo, e por isso não podem ser responsáveis por projetá-lo.”

Mesmo se admitíssemos a idéia de um Deus criador, tal qual acreditam os evangélicos, o argumento de Dawkins é uma falácia, e um Santo Agostinho ou Santo Tomás de Aquino não teria a menor dificuldade em mostrar sua inconsistência: ele só seria válido se Deus fizesse parte do universo e, portanto, estivesse sujeito a suas leis; mas o conceito de uma divindade que criou o universo pressupõe, justamente, que Deus é anterior ao universo e, dessa forma, precede essas leis que, na verdade, segundo essa hipótese, teriam sido determinadas por ele. Se foi Deus quem determinou as leis naturais, as leis naturais não poderiam determinar Deus.

Mas eu não estou aqui para encher a bola do Grande Arquiteto do Universo porque, e nisto Dawkins tem razão, tomada ao pé da letra, ela é uma idéia simplória. A questão é que tomá-la ao pé-da-letra é um erro dos fundamentalistas, incapazes de compreender o caráter metafórico das narrativas míticas. O Deus Pai ou a Deusa Mãe não são senão símbolos personificados de uma realidade que, em si mesma, é de natureza impessoal, ou melhor, transpessoal, e que transcende todas as formas, nomes e signos que possamos usar para nos referir a ela. É por isso que os místicos de todas as religiões insistem na chamada teologia negativa, isto é, na compreensão de que aquilo que chamamos de Deus está além dos limites da razão, da linguagem e da percepção. Isto porque o que nós denominamos “Deus” é o fundamento último não só da realidade, mas também dos processos cognitivos que usamos para perceber e interpretar essa realidade. Dessa forma, ele é anterior a esses processos e, conseqüentemente, não é abrangido por eles.

É claro que um racionalista de boa cepa como Dawkins teria problemas em aceitar que exista um nível de realidade que está além das limitações da razão, até porque o racionalismo se apóia sobre o axioma de que a razão não tem limitações. Mas, como todos os axiomas, o primado da razão é indemonstrável e, assim, torna-se uma questão de fé, tanto quanto a confiança do fundamentalista na existência literal de um Papai do Céu.

Mas, independente de São Dawkins admitir ou não essa possibilidade, o que não dá para negar é que o Deus da teologia negativa não tem nada em comum com o Deus do fundamentalismo religioso: ele não é uma inteligência sobrenatural, não projetou deliberadamente o universo, nem o criou por um ato de vontade. Logo, nem todo o pensamento religioso é fundamentalista. Existe pelo menos uma concepção de Deus à qual as críticas de Dawkins à hipótese do Deus Criador não se aplicam, o que torna seu demolidor ataque à religião bem menos demolidor do que ele gostaria.

Da perspectiva da teologia negativa, o relato bíblico, bem como todos os mitos da criação, é tão simbólico quanto a imagem de Deus que eles apresentam. Sabendo disso, um místico como Teilhard de Chardin, por exemplo, poderia facilmente conciliá-los com o relato científico da criação – até porque, por tudo o que sabemos sobre o funcionamento da psique, as teorias cosmogônicas podem acabar se revelando tão míticas e simbólicas quanto o próprio mito de um Deus que criou o mundo dizendo “Faça-se a Luz.” Afinal de contas, a singularidade inicial que deu origem ao universo, de acordo com a teoria do Big Bang, não é, por definição, um ponto onde as leis da física, tais como a conhecemos, deixam de ser aplicáveis e que, por isso, não pode ser adequadamente descrita nem pela linguagem, nem pela matemática, que se contenta em indicá-la com uma notação abstrata? Não é, pois, uma entidade tão impessoal e incompreensível quanto o Deus da teologia negativa, que tanto os fundamentalistas da religião quanto os da ciência são incapazes de compreender?


Fonte: Blog "O franco atirador" - http://malprg.blogs.com/francoatirador/2007/08/o-evangelho-seg.html
clique para ver os comentários das pessoas em relação a esse texto ou então baixe o anexo abaixo.

Attachment: O Evangelho Segundo São Dawkins (com comentários).mht

Coletânea de vídeos sobre fontes de energia alternativa. Incluindo:

  • Casas totalmente sustentadas por energia solar (sua e gratúita)
  • Automóveis movidos a água (eletrólise)
  • Automóveis movidos a ar comprimido
  • Automóveis e máquinas movidos a energia magnética (inesgotável e de graça)
e muito mais!

Blog EntryPela Paz no TibetMar 18, '08 10:07 AM
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Queridos amigos,

Em menos de uma semana já conseguimos mais de 400,000 assinaturas para a petição apoiando o Dalai Lama em um chamado por diálogo e direitos humanos no Tibet! Essa é uma reação extraordinária da sociedade civil global, demonstrando sua solidariedade pelo povo tibetano. Se cada um de nós pedir para 4 outros amigos assinarem a petição, atingiremos 1 milhão ainda essa semana!

Frustrados com décadas de ocupação chinesa, os tibetanos tomaram as ruas. Peça para a China respeitar os direitos humanos dos manifestantes e abra um diálogo com o Dalai Lama:

Assine a petição!
link:
http://www.avaaz.org/po/tibet_end_the_violence/26.php?cl=65453927

www.uol.com.br - 18/03/2008 - 07h34
Dalai-lama afirma que situação escapa de seu controle e ameaça renunciar

DHARAMSALA, Índia, 18 Mar 2008 (AFP) - O dalai-lama afirmou nesta terça-feira que a situação no Tibete escapa de seu controle e ameaçou renunciar à função de líder espiritual dos tibetanos se a situação no território piorar, em uma entrevista coletiva em Dharamshala (norte da Índia), onde vive exilado desde 1959.

"Se as coisas escaparem do controle, a opção é renunciar", declarou à imprensa, lembrando que já havia feito a promessa de deixar o posto durante ondas de violência precedentes.

"Este movimento escapa do nosso controle", acrescentou.

O dalai-lama disse ainda não estar em condições de dizer aos tibetanos que vivem sob o regime chinês que "façam isto ou aquilo".

A China afirmou nesta terça-feira ter provas de que as revoltas em Lhasa na semana passada foram "estimuladas e organizadas pelo grupo do dalai-lama" e pediu mais uma vez que o líder espiritual renuncie à independência do Tibete.

"Temos as provas, e os fatos demonstraram que estes incidentes foram estimulados e organizados pelo grupo do dalai-lama", afirmou o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.

Em um sinal de aparente abertura, o líder tibetano convidou as autoridades chinesas para uma reunião com ele para investigar as acusações.

"Venham, por favor, investiguem os fatos. Os chineses podem vir e inspecionar tudo", disse.

Na mesma entrevista, o dalai-lama, 72 anos, afirmou que chineses e tibetanos devem viver "lado a lado" e descartou nesta terça-feira incluir na agenda de eventuais discussões com a China a reivindicação de independência do Tibete.

"Temos que construir boas relações com os chineses", disse o líder espiritual do budismo tibetano à imprensa em Dharamsala.

"A respeito da violência, é algo ruim. Não devemos desenvolver sentimentos antichineses. Temos que viver juntos, lado a lado", acrescentou.

"A independência é algo fora de discussão", completou.

O dalai-lama adotou a visão, chamada de intermediária, que consiste em pedir uma simples autonomia cultural para o Tibete.

"Não cometam atos de violencia, é ruim. A violência é contrária à natureza humana. A violência é quase um suicídio. Mesmo que mil tibetanos sacrifiquem suas vida, não servirá para nada", declarou.

"Se as paixões se acalmarem dos dois lados, poderemos trabalhar", concluiu.

A revolta em Lhasa contra a presença chinesa no Tibete deixou 13 mortos desde sexta-feira, segundo o balanço oficial de Pequim. Os tibetanos no exílio falam de 100 mortes.

 

SOBRE O DALAI LAMA

Tenzin Gyatso, Tenzin Gyatso, monge e doutor em filosofia budista, Prêmio Nobel da Paz, agraciado com mais de 100 títulos honoris causa, líder e mentor do povo tibetano, 14º Dalai Lama, é uma das vozes mais lúcidas e comprometidas com a paz, o diálogo e a compaixão no cenário mundial contemporâneo.

Pesquisador infatigável, abriu as portas para o encontro da ciência com a espiritualidade quando, em 1987, reuniu-se durante uma semana com cinco cientistas ocidentais para debater a proximidade entre o budismo e as ciências cognitivas. A partir dali criaram-se centros e fóruns internacionais onde a experiências espiritual é estudada e acolhida como aspiração genuína de um saber que revela novos espaços de consciência e expressão.

Cidadão planetário, manifesta especial interesse pelas pontes, articulações, sinapses, desafiando ortodoxias que retardam o exercício da vocação humana para o cuidado mútuo, a convivialidade e a cooperação. Nesse sentido apela para que cada um de nós aprenda a trabalhar em benefício não só de si próprio sua família ou nação, mas em prol da humanidade como um todo.

A responsabilidade é a chave para a sobrevivência do humano e é a melhor garantia para implementar os valores universais e a paz.

"A compaixão é um poder. Cultive-a."
(Dalai Lama)

Fonte: http://www.dalailama.org.br/home/

Attachment: Tibet_site.jpg

 

 

 

 

 

 

 

Saiba mais em: http://www.apremavi.org.br/noticias/apremavi/144/por-que-salvar-a-serra-vermelha

O que eu não se entende é que no contexto geral da matéria sobre o cancelamento da Empresa Energia Verde, os ambientalistas são tratados como verdadeiros marginais, como se a matéria não pudesse mostrar o fim de tal empresa, daninha para o meio ambiente. E me perdoem, mas um empreendimento privado geralmente não é de tanto importante para economia brasileira, principalmente porque se instala procurando brechas nas leis ambientais e justificando seu trabalho como "desenvolvimento sustentável".

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) cancelou definitivamente o Projeto Energia Verde, que funcionava nos municípios de Curimatá, Redenção do Gurguéia e Morro Cabeça no Tempo. O órgão não alega nenhum tipo de irregularidade ambiental no projeto já que trata-se de um plano de "Manejo Florestal Sustentável"... (leia mais no anexo abaixo)

Attachment: ibama_cancela_energia_verde.pdf

Blog EntryLive Earth - 07/07/07Mar 2, '08 11:11 AM
for everyone

Uma pequena compilação dos clipes exibidos nos Shows do Live Earth, um evento em prol da preservação do meio ambiente realizado em várias partes do munto, simultaneamente no dia 07/07/07.

Saiba mais em: http://www.liveearth.org/international/home_pt-BR.html

 

Clique no vídeo escolhido ou apenas clique em play, para iniciá-los em sequência.

A revista ISTO É publicou esta entrevista por Camilo Vannuchi.

O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional.
Em "Heróis de Verdade", o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.

ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?

Roberto Shinyashiki -- Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe.
O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura.
Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes.
E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados.
Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa.
Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes.
Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros.
São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.

ISTOÉ -- O SR. CITARIA EXEMPLOS?

Shinyashiki --   Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem.
 Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene". É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana.
Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata?
Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.

ISTOÉ -- Qual o resultado disso?

Shinyashiki -- Paranóia e depressão cada vez mais precoces.
O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece.
A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos.
Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas.
Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.

ISTOÉ - Por quê?

Shinyashiki -- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento.
É contratado o sujeito com mais marketing pessoal.
As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência.
 Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa.
Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.

ISTOÉ -- Há um script estabelecido?

Shinyashiki -- Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz? "Qual é seu defeito?" Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: "Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar".
É exatamente o que o Chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido?
É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder.
O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse:
"Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir".
Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?

ISTOÉ -- Temos um modelo de gestão  que premia pessoas mal preparadas?

Shinyashiki -- Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento.
Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.

CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.

Há muita gente motivada fazendo besteira.
Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado.
Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão.
Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado.
Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia.
O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.

ISTOÉ -- Está sobrando auto-estima?

Shinyashiki -- Falta às pessoas a verdadeira auto-estima.
 Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa.
Antes, o ter conseguia substituir o ser.
O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom.
Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer.
As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam.
E poucos são humildes para confessar que não sabem.
Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim.
Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.

ISTOÉ -- Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?

Shinyashiki -- Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis.
Quem vai salvar o Brasil? O Lula.
Quem vai salvar o time? O técnico.
Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta.
O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia:
"Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham".
Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia.
Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo.
A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.

ISTOÉ -- O conceito muda quando a expectativa não se comprova?

Shinyashiki -- Exatamente.
A gente não é super-herói nem super-fracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso.
Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram.
A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.

ISTOÉ -- Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?

Shinyashiki -- Tenho minhas angústias e inseguranças.
Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente.
Há várias coisas que eu queria e não consegui.
Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos).
Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos.
Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse.
Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo.
O resto  foram apostas e erros.
Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo.
Um amigão me perguntou:
" Quem decidiu publicar esse livro?"
Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu.
Não preciso mentir.

ISTOÉ - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?

Shinyashiki -- O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las.
São três fraquezas.
A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança.
Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram.
Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno.
Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards.
Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates.
O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.

ISTOÉ -- Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?

Shinyashiki -- A sociedade quer definir o que é certo.
São quatro loucuras da sociedade.
A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.
A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias.
A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder.
O resultado é esse consumismo absurdo.
Por fim, a quarta loucura:
Você tem de fazer as coisas do jeito certo.  
Jeito certo não existe!
 Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.
Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito.
Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.
Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.
Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes.
Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte.
A maior parte pega o médico pela camisa e diz:
"Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".
Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada.
Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida


>>PRESS CLIPPING (clique) - Nesse link você encontra as diversas matérias jornalisticas e artigos em revistas sobre o Encontro da Nova Consciência, desde o seu surgimento. Sempre atualizado!

Jornalistas, aqui vocês podem encontrar todas as informações relativas ao 17° Encontro da Nova Consciência.

Release 17° ENC
Encontro de Ciganos

Encontro de Cinema
Encontros Paralelos
Forum de Identidade
Homoerotismo

Attachment: Encontro de Ciganos.zip
Attachment: Encontro de Cinema.doc
Attachment: Encontros Paralelos.doc
Attachment: Forum de Identidade.doc
Attachment: Homoerotismo.zip

Blog Entry17° Encontro - PROGRAMAÇÃO FINALJan 14, '08 8:52 PM
for everyone
Olá a todos os visitantes do Encontro da Nova Consciência!
 
Essa é nossa programação final do 17° Encontro da Nova Consciência. Caso haja alguma modificação de emergência, será inserida diretamente aqui:
 

PROGRAMAÇÃO TEATRO MUNICIPAL

 

17º  ENCONTRO DA NOVA CONSCIÊNCIA

(O Pensamento da Cultura Emergente)

01 a 05 DE FEVEREIRO DE 2008

TEATRO MUNICIPAL SEVERINO CABRAL

 

CULTURA DE PAZ E CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA:

O FUTURO DA VIDA NA TERRA

 

Dia 01, Sexta

TEATRO MUNICIPAL

 

·         19:30 h – Apresentação Artística: Odecasa - PB

·         20:30 h – Solenidade de Abertura:

 

-     Mestre "sem" cerimônia: Pedro Camargo – RJ

-     Veneziano Vital do Rego Segundo Neto (Prefeito de Campina Grande) – PB

-     Cássio Cunha Lima - Governador do Estado da Paraíba - PB

-      Pe. José Assis Soares (Reitor do Seminário Diocesano de Campina Grande)

 

·         21:00 h

LOUVAÇÃO DE ABERTURA

   Iya Sandra Epega (Tradição de Orisa) – SP

-    Babalorisa Antonio Logunfemi Epega – (Ile Leuiwyato) – SP

 

Palestra:

PASSAPORTE PARA UMA CIDADANIA UNIVERSAL

-    Monge Marcelo Barros (Escritor – Monge Beneditino) – GO

 

- Apresentação Artística:

Marsicano

Waldemar Falcão

 

Dia 02, Sábado

TEATRO MUNICIPAL

 

09:00 às 11:30 h

Mesa-Redonda:

RELIGIOSIDADE NA CULTURA CONTEMPORÂNEA

Participantes:

-          Sheik Muhammad Ragip (Sufismo) - SP

-          Babalorisa Antonio Logunfemi Epega – (Ile Leuiwyato) - SP

-          Eglé Marien (Igreja Presbiteriana Bethesda)) - RJ

-          Fátima Fontes (Fé Baha’i) – PB

-          Sebastião Nascimento (Associação dos Maçons da Paraíba) - PB

 

 11:30 às 12:00 h

RELIGIÃO E MARX

-          Edgard Malagodi  (Sociólogo – Prof. UFCG) - SP

 

14:00 às 16:00 h

Mesa Redonda:

O RELIGIOSO E AS DIFERENÇAS CULTURAIS

Participantes:

-          Waldemar Falcão – (Escritor – Astrólogo) - RJ

-          Ricardo Kelmer – (Escritor – Jornalista) - RJ

-          Fernanda Oliveira – (Pedagoga) – RJ

-          Luís Pellegrini - (Escritor – Editor da revista PLANETA) -  SP

Palestras:

16:00 às 16:35

LE HORS-LA: SOCIALIZANDO ATRAVÉS DA ARTE

-      Luiz de Farias Barroso (Artista Plástico) - FR

 

16:40 h

TOLERÂNCIA – A BASE DA CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA MUNDIAL