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DIA 29 DE MAIO – DIA NACIONAL DA GENTILEZA- ESTE DIA PRECISA SER LEMBRADO
“Por isso eu pergunto À você no mundo Se é mais inteligente O livro ou a sabedoria”
Gentileza – Marisa Monte
Atos gentis são revolucionários. Modificam tudo que encontram pela frente, isso graças à força presente em ações de simplicidade.
São gestos que rareiam hoje em dia, haja vista a carência de sentimentos nobres como o da generosidade.
Um ato gentil talvez seja a única ação em que seja possível perceber a quintessência de pureza de quem o faz, sem a intermediação de algum bem material ou a exigência de algo em troca.
Exercita-se a gentileza pelo bem estar natural que o próprio ato faz a quem o pratica e a quem o recebe.
Superficialmente profundo, um ato gentil pode ser tão benéfico as nossas vidas, quanto à água pura que bebemos ou ar que respiramos. Ser gentil é um ato de necessidade para nossa saúde.
Vejamos por exemplo os benefícios de um simples abraço. Segundo a psiquiatra Karen Grewen, da Universidade de Carolina do Norte, Estados Unido em uma pesquisa divulgada pela FAPESPaqui no Brasil, ser acolhido entre os braços de outra pessoa reduz a quantidade de dois hormônios do estresse. E como sempreo elemento verdade acaba fazendo um grande diferencial, pois em muitos casos abraços sem verdade tem efeto nulo. Abraçossob holofotes, como os vistos entre os políticos de Brasília, não valem; para alimentar o bem-estar, os mesmos têm de expressar carinho e apoio.
Será que ja paramos para pensar que um sorriso dirigido a alguém, ouo ato de cumprimentar o seu proximo através de um bom dia pode ser um positivo divisor de aguas na vida de alguém?
Para o teólogo Leonardo Boff em seu artigo“Espirito da Gentileza” a mudança de atitude em nome de ser perceber mais o outro em nosso meio, e algo essencialmente necessário para uma sociedade fadada a autofagia “ Este espirito nunca ganhou centralidade, por isso somos tão vazios e violentos. Hoje ele é urgente . Ou seresmo gentis e cuidantes ou nos entredevoramos” destaca.
O dia 29 de maio vem celebrar o dia em que a gentileza passou a ser personificadaatraves da memoria de José Dantrino,conhecidotambem como José Agradecido ou profeta Gentileza. Sendo esta a data do seu desencarne ocorrido no ano de 1996 aos 79 anos, Gentileza mostrou ao Brasil que mais forte que a propria vida e a própria morte é a mensagem que se deixa . Gentileza propunha pelas suas andanças pelo Rio de Janeiro a ação de atos gentis como forma de expressarmos cuidado e ternura pelo outro. Sua frase sintese , resume o sentimento presente nos 55 murais que pintousob um viaduto da cidade do Rio de Janeiro, “Gentileza gera Gentileza.
A depredaçãodo murais pintados por Gentileza por parte de vandalos, não foi suficientepara resistência de sua mensagem.A cantora Marisa Monte através da musica Gentileza foi uma das vozes a fazer coro para importancia das suas mensagens.. O filsófo carioca Leonardo Guelmamcoordenador do projetoRio com Gentilezaressalta que Gentileza denunciavaa crise ética e de valores aqual passamos, ressaltando que as expressões “ por favor” e ‘ obrigado” traduzem a troca na base do toma-lá –dá-cá, segundo o filosofo Gentileza pedia o exercicio das palavras “ por gentileza” e “agradecido”.
Portanto para fazer valer este saúdavel exercicio propomos neste dia 29 , data em que comemoramos o dia nacional da gentileza, a ação de pelo menos 5 atos gentis. Explica-se. Cada ato corresponde a um dos dedos das mãos o querepresenta uma mão estendida uma um dos grandes simbolos de gentileza.
Portanto não perca tempo, ser gentil não custa nada.
1- Abraçe alguém
2 - Cumprimente alguém chamando-o pelo seu nome
3 - Escreva uma carta ou visite aquela pessoa que há muito você não vê
4 - Ofereça telefonemas de carinho.
5 - Ore por alguém , mesmo que você não a conheceça
6 - Ceda seu lugar no onibus para alguém
7 - Valorize a cidadania notransito respeitando as pessoas...
Em fim ponha em prática a uma das mais saudaveis atitudes, mudando o mundo com um só gesto . Sendo gentil. Pois desta formaa conseguiremos chegar proximo do maior bem que o criador nos deu : a Paz.
DawkinsCrentes, tremei! Ateus e céticos do país, regozijai-vos! Acaba de chegar às livrarias brasileiras, pela Companhia das Letras, a principal arma de Richard Dawkins em sua santa cruzada contra as religiões: Deus, um Delírio, livro cujo título já diz tudo sobre o tom panfletário, a postura de dono da verdade e o flagrante desrespeito por qualquer um que não compartilhe de suas crenças, qualidades que Dawkins já demonstrou sobejamente em suas muitas entrevistas e ensaios.
Não vou comprar, claro. Prefiro investir meu suado dinheirinho e meu escasso tempo com Medo e Delírio em Las Vegas, que a Conrad também está lançando por aqui. Até porque, não sendo nem crente, nem ateu, a argumentação simplória dos céticos não me faz a menor mossa. Mas Dawkins é um espécime curioso, talhado sob medida para ilustrar como o fundamentalismo cientificista está mais próximo do fanatismo religioso do que seus valorosos defensores gostariam de pensar.
Areia do Saara. – Como seus companheiros de trincheira costumam fazer, Dawkins reduz a religião ao fundamentalismo. A essência do comportamento religioso, de acordo com esse ponto-de-vista, não está em Santo Agostinho, Santo Tomás de Aquino, Ibn Arabi ou Shankara, eruditos que amparavam suas crenças religiosas em uma sólida base científica e filosófica, mas nos homens-bomba de Osama bin Laden e no pentecostalismo grosseiro de Bush. A partir daí, fica fácil argumentar que a religião só trouxe prejuízo à humanidade. Como diria Charles Fort, com esse tipo de argumento, eu posso provar facilmente que você é feito de areia do Saara – basta desconsiderar tudo o que há em você e que não é areia do Saara.
Além disso, ao igualar religião e fanatismo, Dawkins mostra uma ignorância crassa sobre a história e o dinamismo dos grupos religiosos, uma ignorância ainda mais imperdoável se considerarmos a quantidade de dados sobre o assunto reunidas ao longo de todo o século XX pela antropologia, psicologia e até neurologia, e que estão à disposição de quem quiser se informar em qualquer livraria ou biblioteca. Mas é claro que Dawkins não quer se informar. Do contrário, seria obrigado a reconhecer que o fundamentalismo, longe de ser uma característica essencial das religiões, é um fenômeno tardio, que surge quando as estruturas religiosas entram em decadência.
Basta olhar um de seus alvos favoritos, o islamismo, para constatar que o fundamentalismo islâmico é um movimento recente, que só surgiu no ocaso de uma das civilizações mais refinadas, culturalmente sofisticadas e tolerantes que o mundo já conheceu. Dentro das fronteiras do Império Islâmico, muçulmanos, cristãos e judeus conviviam e dialogavam livremente. Graças ao respeito pelo passado, que levou a civilização islâmica a preservar obras fundamentais da filosofia e da ciência greco-romanas, a cultura antiga escapou de desaparecer com a desagregação do Império Romano que lançou o ocidente na barbárie. O espírito colaborativo e a valorização do conhecimento fizeram com que, no mundo árabe, a física, a astronomia e as demais ciências, bem como a medicina, estivessem muito mais avançadas do que em qualquer país da Europa no mesmo período. Nessa época, Osama e seus Bin Ladens não eram nem sequer um brilho no fundo do olho de Iblis.
Por caminhos mais tortuosos, o cristianismo demonstra a mesma coisa. A Inquisição só surgiu no século XVI, quando os dogmas católicos começaram a ser questionados sob o duplo impacto do protestantismo e da ciência – que, nessa época, diga-se de passagem, não era ateu, mas de inspiração neoplatônica, isto é, apoiado em uma filosofia assumidamente religiosa. Qualquer dúvida, as biografias de Galileu, Tycho Brahe, Johann Kepler, Copérnico e Giordano Bruno, entre outros, estão aí para não me deixar mentir. Isso pra não falar de Descartes e Leibniz, que se interessavam por alquimia e foram obcecados pelo movimento rosa-cruz, bem como, mais tarde, de Newton, alquimista teórico e praticante, que derivou boa parte de suas teorias (como o conceito de “força”, por exemplo) de seus estudos alquímicos.
Claro que, mesmo antes da Inquisição, o catolicismo já não era lá um grande exemplo de mente aberta e que as Cruzadas inauguraram a saudável prática de passar todo mundo no fio da espada, esperando que Deus separasse os dele, mas isso só prova a tese daqueles que acham que a decadência do cristianismo começou quando a Igreja se aliou ao Império Romano.
Os Demônios da Dúvida. – O fato é que o autêntico espírito religioso não é fanático e que o fanatismo só surge quando o espírito religioso desvanece na entropia e na desagregação. Coube a Jung demonstrar – tomando como caso de estudo o seu próprio pai, um pastor luterano cuja adesão inflexível aos dogmas escondia profundos questionamentos que o corroíam por dentro – que o fanatismo, na verdade, é um mecanismo neurótico de defesa contra dúvidas inconscientes. O fanático não é aquele que acredita – em Deus, na Ciência, seja no que for – mas aquele que deixou de acreditar. O fanático duvida com tanta intensidade que não pode se dar ao luxo de admitir as próprias dúvidas e, assim, reprime-as no inconsciente. É para se proteger contra elas que ele constrói uma postura rígida. Por esse motivo, ataca com violência (verbal ou física) qualquer um que ouse questionar suas crenças – porque basta o menor questionamento para o edifício inteiro desmoronar.
No entanto, isso também vale para os devotos de São Dawkins. A veemência com que os autoproclamados céticos atacam os religiosos em nome do conhecimento científico, a virulência de sua defesa das verdades científicas, o sarcasmo quase ofensivo com que brindam qualquer outra crença é uma demonstração eloqüente de que, quanto mais os cientificistas defendem conscientemente que todas as respostas devem vir da ciência, mais eles duvidam inconscientemente de que a ciência possa ter todas as respostas.
Um exemplo basta para demonstrar o que estou dizendo. De acordo com a resenha da revista Época desta semana (link, infelizmente, só para assinantes), ao lado dos extremistas religiosos, a outra bête noire contra a qual São Dawkins se bate são os pastores que querem que o criacionismo seja ensinado nas escolas, sob o nome de teoria do design inteligente, ao lado do evolucionismo. Os proponentes do design inteligente não defendem que a teoria da evolução seja banida do ensino, mas que seja apresentada como isso mesmo, uma teoria, e que se diga às crianças que existem outras teorias alternativas.
Ok, os mais radicais defendem, sim, que o evolucionismo seja substituído pelo relato bíblico da criação, mas nivelar todos os criacionistas por baixo e jogar todos no mesmo balaio é uma injustiça, que não faz jus à inteligência – sofisticada ou sofística, não importa – de boa parte dos adeptos do design inteligente.
O mais curioso é que a postura de Dawkins é idêntica, não à dos criacionistas mais moderados, mas precisamente à dos radicais. Da mesma forma que os extremistas gostariam de proibir o evolucionismo em sala de aula, Dawkins é contra o ensino religioso nas escolas. Quer que as crianças aprendam somente a teoria da evolução, não como a teoria razoável e bem-fundamentada que é, mas como um fato absoluto e indiscutível. Dawkins justifica essa atitude com um argumento paradoxalmente oblíquo. Segundo ele, se todas as evidências científicas forem mostradas com honestidade às crianças, elas terão condições de decidir por si mesmas se a Bíblia é literalmente verdadeira ou não.
Agora, me corrijam se eu estiver errado. Se o objetivo é deixar as pessoas decidirem por si mesmas qual é a alternativa correta, então todas as alternativas não teriam que ser apresentadas com isenção e imparcialidade? Apresentar o evolucionismo como um fato científico estabelecido e, ao mesmo tempo, impedir que os defensores do design inteligente tenham uma chance igual de expor seu ponto-de-vista não é uma maneira de manipular os alunos, direcionando-os para uma conclusão pró-evolucionista?
Não me entendam mal, eu não estou defendendo o criacionismo. Como qualquer pessoa sensata, acredito piamente na evolução das espécies e que, com a seleção natural, Darwin topou com um dos mecanismos mais importantes dessa evolução. Já não estou tão certo de que seja o único mecanismo. A teoria junguiana dos arquétipos e os atratores estranhos da matemática do caos (que alguns consideram duas maneiras diferentes de descrever a mesma coisa) apontam para a possibilidade de que existam padrões de auto-organização atuando sobre a evolução das espécies, ao lado e em conjunto com a seleção natural, e Marie-Louise von Franz já havia sugerido, numa nota ao capítulo que escreveu para O Homem e seus Símbolos, que o desenvolvimento das espécies pode ocorrer de forma sincronística. Mas é claro que arquétipos, atratores estranhos e efeitos sincronísticos não têm nada a ver com o Grande Arquiteto do Universo com que sonham os criacionistas.
Meu ponto, no entanto, é outro. Uma vez que a teoria da evolução é tão razoável que, conhecendo seus argumentos, qualquer pessoa sensata não hesitaria em aceitá-la, por que é que Dawkins teme que ela seja ensinada lado a lado com o criacionismo, ou com qualquer outra explicação alternativa? Também aqui, trata-se de seleção natural, pois não? Coloca-se as várias teorias para competirem umas com as outras e a mais apta inevitavelmente sobrevive. Se Dawkins está plenamente convencido de que a teoria mais apta é o evolucionismo, por que temer o confronto? E por que combater as alternativas com tamanha virulência? A equação junguiana, segundo a qual o fanatismo consciente é diretamente proporcional à intensidade das dúvidas inconscientes, talvez se aplique aqui. Em sendo assim, dá para imaginar a força com que o mundo inconsciente de Dawkins é assombrado pelos demônios da dúvida.
O Deus de Dawkins. – Há um outro aspecto no raciocínio de Dawkins que chama a atenção. Vamos olhá-lo de novo, desta vez citando textualmente a matéria da Época: “Expostas a todas as evidências científicas, as crianças vão crescer e ter condições de decidir se a Bíblia é literalmente verdadeira ou se o movimento dos planetas influencia sua vida, afirma Dawkins”, aproveitando para alfinetar os astrólogos, outro grupo que os céticos amam odiar.
A visão cética, portanto, fica presa a uma alternativa binária: ou bem as narrativas religiosas são literalmente verdadeiras, ou bem elas são falsas; ou bem os planetas influenciam fisicamente a vida das pessoas, ou bem a astrologia é uma furada.
Da astrologia, eu não vou falar aqui, porque daria muito trabalho explicar de que forma ela é um sistema simbólico plenamente operacional mesmo que não haja nenhuma influência física dos astros sobre as pessoas. Prefiro me concentrar no tema principal deste post, que é o ataque dos céticos à religião, ou melhor, a crença ingênua dos céticos de que expor os absurdos do fundamentalismo religioso equivale a demolir a religião tout court.
“A hipótese de Deus”, escreve Dawkins, “é que existe uma inteligência sobrenatural que deliberadamente projetou e criou o universo e tudo dentro dele, inclusive nós.” Essa hipótese não se sustenta porque, de acordo com ele, se Deus existisse, estaria sujeito às leis da evolução: “Inteligências criativas, sendo fruto da evolução, necessariamente chegam mais tarde ao universo, e por isso não podem ser responsáveis por projetá-lo.”
Mesmo se admitíssemos a idéia de um Deus criador, tal qual acreditam os evangélicos, o argumento de Dawkins é uma falácia, e um Santo Agostinho ou Santo Tomás de Aquino não teria a menor dificuldade em mostrar sua inconsistência: ele só seria válido se Deus fizesse parte do universo e, portanto, estivesse sujeito a suas leis; mas o conceito de uma divindade que criou o universo pressupõe, justamente, que Deus é anterior ao universo e, dessa forma, precede essas leis que, na verdade, segundo essa hipótese, teriam sido determinadas por ele. Se foi Deus quem determinou as leis naturais, as leis naturais não poderiam determinar Deus.
Mas eu não estou aqui para encher a bola do Grande Arquiteto do Universo porque, e nisto Dawkins tem razão, tomada ao pé da letra, ela é uma idéia simplória. A questão é que tomá-la ao pé-da-letra é um erro dos fundamentalistas, incapazes de compreender o caráter metafórico das narrativas míticas. O Deus Pai ou a Deusa Mãe não são senão símbolos personificados de uma realidade que, em si mesma, é de natureza impessoal, ou melhor, transpessoal, e que transcende todas as formas, nomes e signos que possamos usar para nos referir a ela. É por isso que os místicos de todas as religiões insistem na chamada teologia negativa, isto é, na compreensão de que aquilo que chamamos de Deus está além dos limites da razão, da linguagem e da percepção. Isto porque o que nós denominamos “Deus” é o fundamento último não só da realidade, mas também dos processos cognitivos que usamos para perceber e interpretar essa realidade. Dessa forma, ele é anterior a esses processos e, conseqüentemente, não é abrangido por eles.
É claro que um racionalista de boa cepa como Dawkins teria problemas em aceitar que exista um nível de realidade que está além das limitações da razão, até porque o racionalismo se apóia sobre o axioma de que a razão não tem limitações. Mas, como todos os axiomas, o primado da razão é indemonstrável e, assim, torna-se uma questão de fé, tanto quanto a confiança do fundamentalista na existência literal de um Papai do Céu.
Mas, independente de São Dawkins admitir ou não essa possibilidade, o que não dá para negar é que o Deus da teologia negativa não tem nada em comum com o Deus do fundamentalismo religioso: ele não é uma inteligência sobrenatural, não projetou deliberadamente o universo, nem o criou por um ato de vontade. Logo, nem todo o pensamento religioso é fundamentalista. Existe pelo menos uma concepção de Deus à qual as críticas de Dawkins à hipótese do Deus Criador não se aplicam, o que torna seu demolidor ataque à religião bem menos demolidor do que ele gostaria.
Da perspectiva da teologia negativa, o relato bíblico, bem como todos os mitos da criação, é tão simbólico quanto a imagem de Deus que eles apresentam. Sabendo disso, um místico como Teilhard de Chardin, por exemplo, poderia facilmente conciliá-los com o relato científico da criação – até porque, por tudo o que sabemos sobre o funcionamento da psique, as teorias cosmogônicas podem acabar se revelando tão míticas e simbólicas quanto o próprio mito de um Deus que criou o mundo dizendo “Faça-se a Luz.” Afinal de contas, a singularidade inicial que deu origem ao universo, de acordo com a teoria do Big Bang, não é, por definição, um ponto onde as leis da física, tais como a conhecemos, deixam de ser aplicáveis e que, por isso, não pode ser adequadamente descrita nem pela linguagem, nem pela matemática, que se contenta em indicá-la com uma notação abstrata? Não é, pois, uma entidade tão impessoal e incompreensível quanto o Deus da teologia negativa, que tanto os fundamentalistas da religião quanto os da ciência são incapazes de compreender?
Em menos de uma semana já conseguimos mais de 400,000 assinaturas para a petição apoiando o Dalai Lama em um chamado por diálogo e direitos humanos no Tibet! Essa é uma reação extraordinária da sociedade civil global, demonstrando sua solidariedade pelo povo tibetano. Se cada um de nós pedir para 4 outros amigos assinarem a petição, atingiremos 1 milhão ainda essa semana!
Frustrados com décadas de ocupação chinesa, os tibetanos tomaram as ruas. Peça para a China respeitar os direitos humanos dos manifestantes e abra um diálogo com o Dalai Lama:
www.uol.com.br - 18/03/2008 - 07h34 Dalai-lama afirma que situação escapa de seu controle e ameaça renunciar
DHARAMSALA, Índia, 18 Mar 2008 (AFP) - O dalai-lama afirmou nesta terça-feira que a situação no Tibete escapa de seu controle e ameaçou renunciar à função de líder espiritual dos tibetanos se a situação no território piorar, em uma entrevista coletiva em Dharamshala (norte da Índia), onde vive exilado desde 1959.
"Se as coisas escaparem do controle, a opção é renunciar", declarou à imprensa, lembrando que já havia feito a promessa de deixar o posto durante ondas de violência precedentes.
"Este movimento escapa do nosso controle", acrescentou.
O dalai-lama disse ainda não estar em condições de dizer aos tibetanos que vivem sob o regime chinês que "façam isto ou aquilo".
A China afirmou nesta terça-feira ter provas de que as revoltas em Lhasa na semana passada foram "estimuladas e organizadas pelo grupo do dalai-lama" e pediu mais uma vez que o líder espiritual renuncie à independência do Tibete.
"Temos as provas, e os fatos demonstraram que estes incidentes foram estimulados e organizados pelo grupo do dalai-lama", afirmou o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.
Em um sinal de aparente abertura, o líder tibetano convidou as autoridades chinesas para uma reunião com ele para investigar as acusações.
"Venham, por favor, investiguem os fatos. Os chineses podem vir e inspecionar tudo", disse.
Na mesma entrevista, o dalai-lama, 72 anos, afirmou que chineses e tibetanos devem viver "lado a lado" e descartou nesta terça-feira incluir na agenda de eventuais discussões com a China a reivindicação de independência do Tibete.
"Temos que construir boas relações com os chineses", disse o líder espiritual do budismo tibetano à imprensa em Dharamsala.
"A respeito da violência, é algo ruim. Não devemos desenvolver sentimentos antichineses. Temos que viver juntos, lado a lado", acrescentou.
"A independência é algo fora de discussão", completou.
O dalai-lama adotou a visão, chamada de intermediária, que consiste em pedir uma simples autonomia cultural para o Tibete.
"Não cometam atos de violencia, é ruim. A violência é contrária à natureza humana. A violência é quase um suicídio. Mesmo que mil tibetanos sacrifiquem suas vida, não servirá para nada", declarou.
"Se as paixões se acalmarem dos dois lados, poderemos trabalhar", concluiu.
A revolta em Lhasa contra a presença chinesa no Tibete deixou 13 mortos desde sexta-feira, segundo o balanço oficial de Pequim. Os tibetanos no exílio falam de 100 mortes.
SOBRE O DALAI LAMA
Tenzin Gyatso, Tenzin Gyatso, monge e doutor em filosofia budista, Prêmio Nobel da Paz, agraciado com mais de 100 títulos honoris causa, líder e mentor do povo tibetano, 14º Dalai Lama, é uma das vozes mais lúcidas e comprometidas com a paz, o diálogo e a compaixão no cenário mundial contemporâneo.
Pesquisador infatigável, abriu as portas para o encontro da ciência com a espiritualidade quando, em 1987, reuniu-se durante uma semana com cinco cientistas ocidentais para debater a proximidade entre o budismo e as ciências cognitivas. A partir dali criaram-se centros e fóruns internacionais onde a experiências espiritual é estudada e acolhida como aspiração genuína de um saber que revela novos espaços de consciência e expressão.
Cidadão planetário, manifesta especial interesse pelas pontes, articulações, sinapses, desafiando ortodoxias que retardam o exercício da vocação humana para o cuidado mútuo, a convivialidade e a cooperação. Nesse sentido apela para que cada um de nós aprenda a trabalhar em benefício não só de si próprio sua família ou nação, mas em prol da humanidade como um todo.
A responsabilidade é a chave para a sobrevivência do humano e é a melhor garantia para implementar os valores universais e a paz.
O que eu não se entende é que no contexto geral da matéria sobre o cancelamento da Empresa Energia Verde, os ambientalistas são tratados como verdadeiros marginais, como se a matéria não pudesse mostrar o fim de tal empresa, daninha para o meio ambiente. E me perdoem, mas um empreendimento privado geralmente não é de tanto importante para economia brasileira, principalmente porque se instala procurando brechas nas leis ambientais e justificando seu trabalho como "desenvolvimento sustentável".
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) cancelou definitivamente o Projeto Energia Verde, que funcionava nos municípios de Curimatá, Redenção do Gurguéia e Morro Cabeça no Tempo. O órgão não alega nenhum tipo de irregularidade ambiental no projeto já que trata-se de um plano de "Manejo Florestal Sustentável"... (leia mais no anexo abaixo)
A revista ISTO É publicou esta entrevista por Camilo Vannuchi.
O entrevistado é Roberto Shinyashiki, médico psiquiatra, com Pós-Graduação em administração de empresas pela USP, consultor organizacional e conferencista de renome nacional e internacional. Em "Heróis de Verdade", o escritor combate a supervalorização das Aparências, diz que falta ao Brasil competência, e não auto-estima.
ISTOÉ – QUEM SÃO OS HERÓIS DE VERDADE?
Roberto Shinyashiki -- Nossa sociedade ensina que, para ser uma pessoa de sucesso, você precisa ser diretor de uma multinacional, ter carro importado, viajar de primeira classe. O mundo define que poucas pessoas deram certo. Isso é uma loucura. Para cada diretor de empresa, há milhares de funcionários que não chegaram a ser gerentes. E essas pessoas são tratadas como uma multidão de fracassados. Quando olha para a própria vida, a maioria se convence de que não valeu a pena porque não conseguiu ter o carro nem a casa maravilhosa. Para mim, é importante que o filho da moça que trabalha na minha casa possa se orgulhar da mãe. O mundo precisa de pessoas mais simples e transparentes. Heróis de verdade são aqueles que trabalham para realizar seus projetos de vida, e não para impressionar os outros. São pessoas que sabem pedir desculpas e admitir que erraram.
ISTOÉ -- O SR. CITARIA EXEMPLOS?
Shinyashiki -- Quando eu nasci, minha mãe era empregada doméstica e meu pai, órfão aos sete anos, empregado em uma farmácia. Morávamos em um bairro miserável em São Vicente (SP) chamado Vila Margarida. Eles são meus heróis. Conseguiram criar seus quatro filhos, que hoje estão bem. Acho lindo quando o Cafu põe uma camisa em que está escrito "100% Jardim Irene". É pena que a maior parte das pessoas esconda suas raízes. O resultado é um mundo vítima da depressão, doença que acomete hoje 10% da população americana. Em países como Japão, Suécia e Noruega, há mais suicídio do que homicídio. Por que tanta gente se mata? Parte da culpa está na depressão das aparências, que acomete a mulher que, embora não ame mais o marido, mantém o casamento, ou o homem que passa décadas em um emprego que não o faz se sentir realizado, mas o faz se sentir seguro.
ISTOÉ -- Qual o resultado disso?
Shinyashiki -- Paranóia e depressão cada vez mais precoces. O pai quer preparar o filho para o futuro e mete o menino em aulas de inglês, informática e mandarim. Aos nove ou dez anos a depressão aparece. A única coisa que prepara uma criança para o futuro é ela poder ser criança. Com a desculpa de prepará-los para o futuro, os malucos dos pais estão roubando a infância dos filhos. Essas crianças serão adultos inseguros e terão discursos hipócritas. Aliás, a hipocrisia já predomina no mundo corporativo.
ISTOÉ - Por quê?
Shinyashiki -- O mundo corporativo virou um mundo de faz-de-conta, a começar pelo processo de recrutamento. É contratado o sujeito com mais marketing pessoal. As corporações valorizam mais a auto-estima do que a competência. Sou presidente da Editora Gente e entrevistei uma moça que respondia todas as minhas perguntas com uma ou duas palavras. Disse que ela não parecia demonstrar interesse. Ela me respondeu estar muito interessada, mas, como falava pouco, pediu que eu pesasse o desempenho dela, e não a conversa. Até porque ela era candidata a um emprego na contabilidade, e não de relações públicas. Contratei-a na hora. Num processo clássico de seleção, ela não passaria da primeira etapa.
ISTOÉ -- Há um script estabelecido?
Shinyashiki -- Sim. Quer ver uma pergunta estúpida feita por um Presidente de multinacional no programa O aprendiz? "Qual é seu defeito?" Todos respondem que o defeito é não pensar na vida pessoal: "Eu mergulho de cabeça na empresa. Preciso aprender a relaxar". É exatamente o que o Chefe quer escutar. Por que você acha que nunca alguém respondeu ser desorganizado ou esquecido? É contratado quem é bom em conversar, em fingir. Da mesma forma, na maioria das vezes, são promovidos aqueles que fazem o jogo do poder. O vice-presidente de uma as maiores empresas do planeta me disse: "Sabe, Roberto, ninguém chega à vice-presidência sem mentir". Isso significa que quem fala a verdade não chega a diretor?
ISTOÉ -- Temos um modelo de gestão que premia pessoas mal preparadas?
Shinyashiki -- Ele cria pessoas arrogantes, que não têm a humildade de se preparar, que não têm capacidade de ler um livro até o fim e não se preocupam com o conhecimento. Muitas equipes precisam de motivação, mas o maior problema no Brasil é competência.
CUIDADO COM OS BURROS MOTIVADOS.
Há muita gente motivada fazendo besteira. Não adianta você assumir uma função para a qual não está preparado. Fui cirurgião e me orgulho de nunca um paciente ter morrido na minha mão. Mas tenho a humildade de reconhecer que isso nunca aconteceu graças a meus chefes, que foram sábios em não me dar um caso para o qual eu não estava preparado. Hoje, o garoto sai da faculdade achando que sabe fazer uma neurocirurgia. O Brasil se tornou incompetente e não acordou para isso.
ISTOÉ -- Está sobrando auto-estima?
Shinyashiki -- Falta às pessoas a verdadeira auto-estima. Se eu preciso que os outros digam que sou o melhor, minha auto-estima está baixa. Antes, o ter conseguia substituir o ser. O cara mal-educado dava uma gorjeta alta para conquistar o respeito do garçom. Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer. As pessoas parecem que sabem, parece que fazem, parece que acreditam. E poucos são humildes para confessar que não sabem. Há muitas mulheres solitárias no Brasil que preferem dizer que é melhor assim. Embora a auto-estima esteja baixa, fazem pose de que está tudo bem.
ISTOÉ -- Por que nos deixamos levar por essa necessidade de sermos perfeitos em tudo e de valorizar a aparência?
Shinyashiki -- Isso vem do vazio que sentimos. A gente continua valorizando os heróis. Quem vai salvar o Brasil? O Lula. Quem vai salvar o time? O técnico. Quem vai salvar meu casamento? O terapeuta. O problema é que eles não vão salvar nada! Tive um professor de filosofia que dizia: "Quando você quiser entender a essência do ser humano, imagine a rainha Elizabeth com uma crise de diarréia durante um jantar no Palácio de Buckingham". Pode parecer incrível, mas a rainha Elizabeth também tem diarréia. Ela certamente já teve dor de dente, já chorou de tristeza, já fez coisas que não deram certo. A gente tem de parar de procurar super-heróis. Porque se o super-herói não segura a onda, todo mundo o considera um fracassado.
ISTOÉ -- O conceito muda quando a expectativa não se comprova?
Shinyashiki -- Exatamente. A gente não é super-herói nem super-fracassado. A gente acerta, erra, tem dias de alegria e dias de tristeza. Não há nada de errado nisso. Hoje, as pessoas estão questionando o Lula em parte porque acreditavam que ele fosse mudar suas vidas e se decepcionaram. A crise será positiva se elas entenderem que a responsabilidade pela própria vida é delas.
ISTOÉ -- Muitas pessoas acham que é fácil para o Roberto Shinyashiki dizer essas coisas, já que ele é bem-sucedido. O senhor tem defeitos?
Shinyashiki -- Tenho minhas angústias e inseguranças. Mas aceitá-las faz minha vida fluir facilmente. Há várias coisas que eu queria e não consegui. Jogar na Seleção Brasileira, tocar nos Beatles (risos). Meu filho mais velho nasceu com uma doença cerebral e hoje tem 25 anos. Com uma criança especial, eu aprendi que ou eu a amo do jeito que ela é ou vou massacrá-la o resto da vida para ser o filho que eu gostaria que fosse. Quando olho para trás, vejo que 60% das coisas que fiz deram certo. O resto foram apostas e erros. Dia desses apostei na edição de um livro que não deu certo. Um amigão me perguntou: " Quem decidiu publicar esse livro?" Eu respondi que tinha sido eu. O erro foi meu. Não preciso mentir.
ISTOÉ - Como as pessoas podem se livrar dessa tirania da aparência?
Shinyashiki -- O primeiro passo é pensar nas coisas que fazem as pessoas cederem a essa tirania e tentar evitá-las. São três fraquezas. A primeira é precisar de aplauso, a segunda é precisar se sentir amada e a terceira é buscar segurança. Os Beatles foram recusados por gravadoras e nem por isso desistiram. Hoje, o erro das escolas de música é definir o estilo do aluno. Elas ensinam a tocar como o Steve Vai, o B. B. King ou o Keith Richards. Os MBAs têm o mesmo problema: ensinam os alunos a serem covers do Bill Gates. O que as escolas deveriam fazer é ajudar o aluno a desenvolver suas próprias potencialidades.
ISTOÉ -- Muitas pessoas têm buscado sonhos que não são seus?
Shinyashiki -- A sociedade quer definir o que é certo. São quatro loucuras da sociedade. A primeira é instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais. A segunda loucura é: Você tem de estar feliz todos os dias. A terceira é: Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado é esse consumismo absurdo. Por fim, a quarta loucura: Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe! Não há um caminho único para se fazer as coisas. As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade. Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não será feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento. Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou com amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema. Quando era recém-formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz: "Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz". Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o dinheiro em imóveis ou ações, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida
Notícia publicada no Site do Conselho Federal de Teólogos do Brasil.
Qual é a idéia mais perigosa na religião?
A religião é uma das forças mais potentes em questões humanas. Inspirou alguns dos momentos mais sublimes da história, mas também alguns de seus mais bárbaros.
A Inquisição, explosões de clínicas de aborto, ataques suicidas no Iraque - tudo isso tem raízes em alguma forma de ideologia religiosa.
Com isso em mente, fizemos a mesma pergunta a cinco pensadores religiosos de diferentes crenças: qual é a idéia mais perigosa na religião hoje? Seus comentários foram editados por questões de brevidade e clareza.
Violência em nome de Deus - Richard Land
"Concordo com o papa João Paulo II, que disse que há um santuário sagrado da alma para cada homem e mulher. Nenhum outro ser humano tem o direito de interferir coercivamente com esse santuário sagrado da alma. A idéia mais perigosa na religião é a idéia que a força coerciva, violenta, é permissível em nome de Deus - qualquer Deus."
"Você vê isso no islamismo radical. Observe que eu disse radical, não islamismo apenas. A maior parte das pessoas morrerá se essa idéia se espalhar. Ajudará a envenenar o poço do debate e discussão sobre questões que as pessoas discordam. É corrosiva ao discurso público dizer que, se você discordar de mim, vou matar você. Faz erodir a liberdade de expressão, a assembléia e a adoração."
Richard Land é presidente da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul. Ele foi selecionado pela revista Times em 2005 como um dos 25 evangélicos mais influentes nos EUA
Siga as regras ou... - Wayne Dyer
"Carl Jung (autor e psicanalista) tinha uma frase. A paráfrase é: o principal problema da religião organizada é que o propósito da religião organizada é impedir as pessoas de terem a experiência direta de Deus. A religião é organizada em torno do princípio que a religião dará a experiência direta de Deus a você, desde que você se torne membro, siga as regras e contribua financeiramente."
"A coisa mais importante que um ser humano pode reconhecer é que já está conectado a Deus, e essa conexão não é algo que se pode entregar a outra pessoa ou organização. Uma das verdades do mundo físico é que você é como aquilo do que você veio. Se você se pergunta como é uma torta de maçã, é como a maçã de onde veio".
Wayne Dyer é um dos palestrantes de auto-ajuda mais populares do país. Ele é autor de 29 livros e apareceu freqüentemente em especiais da PBS
Minha religião está certa - Rabino Harold Kushner
"Há uma noção que diz que, para eu estar certo, todo mundo que discorda de mim está errado. Ela torna a cooperação entre religiões mais difícil. Se eu acredito nisso, tenho que acreditar que a religião dos outros não presta, é inválida."
"Você tem que entender que a religião não é sobre receber informações sobre Deus. Religião é sobre comunidade. O propósito primário não é nos levar ao céu, mas nos colocar em contato com as outras pessoas. Posso ter feroz lealdade a minha família sem denegrir a família dos outros. Posso ter feroz lealdade a minha religião sem denegrir a religião dos outros. Da mesma forma, meu vizinho pode dizer que sua esposa é a mulher mais maravilhosa do mundo. Posso tomar isso como declaração de amor, não como fato."
O rabino Harold Kushner é um dos pensadores judeus mais famosos do país. Ele é conhecido por seu livro campeão de vendas "Quando Coisas Ruins Acontecem às Pessoas Boas"
Converter outros para sua religião - Dr. Abdullahi Ahmed Na-Na'im
"Não acreditaria em uma religião, se não acreditasse que é melhor que as outras. A noção de superioridade e exclusividade é inerente à crença religiosa. Pode ser perigosa ou não."
"A idéia de trabalho missionário é muito carregada e perigosa, porque freqüentemente envolve simplesmente apresentar crenças para alguém aceitar ou rejeitar. Sempre está baseada em poder. Os que têm a capacidade de proselitismo são mais poderosos. Têm os recursos para estabelecer escolas, hospitais. O trabalho missionário não é neutro. Tem base no poder. Você não encontra muçulmanos saindo para fazer proselitismo nos EUA. Mas você encontra americanos indo para todo tipo de país muçulmano."
Dr. Abdullahi Ahmed Na-Na'im é acadêmico internacionalmente reconhecido do islã e de direitos humanos. Ele é professor da Universidade de Emory
Uma visão tribal de Deus - Deepak Chopra
"A idéia mais perigosa é: meu Deus é o único Deus verdadeiro e minha religião é a única verdadeira. Leva a brigas, divisões, terrorismo, preconceito, racismo e banhos de sangue."
"As noções religiosas são programadas em nossa consciência em uma idade muito tenra. Achamos que são verdade. É muito difícil deixar essa condição, mesmo diante do raciocínio intelectual, por causa do aprisionamento emocional a nossa condição. Lutamos com emoções quando nossas crenças são ameaçadas."
"Estamos em um ponto crítico em nossa evolução. Estamos começando a tomar consciência. Sabemos muito sobre a natureza. Temos uma boa idéia sobre o início do universo. Compreendemos em alguma extensão as leis da física, química e biologia. Ainda assim, para a vasta maioria das pessoas, apesar de termos telefones celulares e podermos fabricar bombas atômicas, nossa evolução psicológica e espiritual está em um nível muito tribal."
Deepak Chopra é diretor e co-fundador do Centro Chopra de Bem Estar em Carlsbad, Califórnia. Ele é autor e palestrante famoso por integrar a medicina Ocidental com tradições de cura natural do Oriente
O texto abaixo nos foi enviado por Sérgio Mattos Guerra, leitor de O Eremita, logo após o acidente com o avião da TAM, em julho deste ano de 2007. É a visão do Filosofo diante da tragédia, na busca de uma explicação transcendental que console e dê ensinamentos.
Filosofar é Preciso Sergio Mattos Guerra
É comum ouvirmos hoje em dia que não há mais necessidade de filosofar. "A Filosofia hoje é nada", brincou uma dramaturga brasileira na década de 90. Os arautos dessa modernidade afirmam que o importante é realizar-se, divertir-se, viver momentos alegres com familiares e amigos, viver plenamente o hoje, ser feliz. Quando se permitem filosofar, refugiam-se em alguma religião que lhes apresenta um menu de respostas prontas para todas as magnas perguntas da vida. Criam um "Deus" antropomórfico a quem julgam conhecer e com quem estabelecem pactos que lhes darão uma vida segura e feliz aqui na terra e um pós-morte de imortal júbilo.
Mas quando somos atingidos por uma tragédia como este último desastre do vôo da TAM, todas as nossas frágeis noções do que é ser feliz se estilhaçam na furiosa explosão dos acontecimentos. O nosso ente querido, que até ontem vivia feliz e seguro de que nada de mal iria lhe acontecer (já que as tragédias só acontecem com os outros e com os entes queridos dos outros) encontra-se hoje morto, carbonizado, irreconhecível, extinto, silencioso e ausente. A nossa rotina corriqueira e banal é repentinamente mergulhada em desespero e estupor. Por mais que tenhamos sido felizes até ontem, hoje esta felicidade roubada já não vale mais nada. Não nos conforta. Pelo contrário: quanto mais doce tenha sido nosso ontem de alegria e aconchego, mais cortante e amarga é nossa miséria depois do episódio trágico ("Em toda a adversidade do destino, a condição que gera mais infelicidade é o fato de se ter sido feliz "). A religião também empalidece e os religiosos se dividem: os que tiveram seus entes queridos salvos da catástrofe rejubilam-se e, em arroubos de cegueira egoísta, louvam a Deus por ter sido tão bondoso com eles. Os que perderam seus amados gritam e revoltam-se contra os humanos que possam ter causado a tragédia, numa busca frenética por culpados. Não se vê nenhum deles agradecer a Deus pelo ocorrido, embora a Bíblia afirme que em tudo deve-se dar graças a Deus. Em outras palavras, tornam-se ateus, apesar dos habituais clichês religiosos que todos dizem nessas horas: "Foi a vontade de Deus", "não chore, ela está num lugar melhor", "um dia iremos nos reencontrar".
É numa hora como essas que brilha um fato tão antigo mas tão atual: a filosofia não morreu. E nunca morrerá. Simplesmente porque o homem nasceu para filosofar. Ele tem a necessidade de se exercitar constantemente na arte de fazer as perguntas máximas da existência: "Quem sou eu?", "de onde vim e para onde vou?", "o que posso conhecer e o que devo fazer para conhecer?", "existe algo imortal em mim que não seja destruído pela morte?", "o que é o tempo?", "o que é real e o que não passa de ilusão?", "o que é a felicidade e como a poderei encontrar?", "há um Deus?", "é possível conhecê-lo?", "por que eu sou como sou e as coisas são como são?", "o que é possível mudar e o que tenho que aceitar?". O ato e o hábito de fazer estas perguntas é mais que simplesmente uma inclinação humana: é nossa vocação. O exercício dessas indagações desenvolve os poderosos "músculos" do discernimento, e ao longo de muitos anos de prática, pode conferir a grande jóia da existência humana: a SABEDORIA. A sabedoria não virá do estudo de livros e escrituras, nem da aceitação de dogmas religiosos, mas da profunda observação da vida aliada ao lento e paciente exercício de filosofar. Só a sabedoria, cultivada com humildade e paixão, será capaz de nos confortar de dentro do nosso peito. Só ela nos armará para vencer qualquer embate da vida e nos fará olhar para eles com serenidade e desapego. Só a sabedoria nos impedirá de enlouquecer se tudo o que tivermos for tirado de nós. Porque a sabedoria é, ela mesma, a única coisa nossa que não poderá ser tirada de nós. E não será isso a verdadeira e única felicidade? Todavia, poucas pessoas estão interessadas em buscar a sabedoria.
Muitos filósofos nos ensinaram isso com suas próprias vidas e, principalmente, com suas mortes. Mas o primeiro que me vem à cabeça é Boécio (Anicius Manlius Torquatus Severinus Boetius -- Roma, c.475/480 - Ticino, 524). Como filósofo platônico, estadista e teólogo romano, Boécio foi o último pensador latino a compreender o grego, sendo, portanto, a única fonte européia sobre esses textos digna de crédito, em sua época. Traduziu o Organon, de Aristóteles, e resumiu vários tratados sobre matemática, lógica e teologia. Sob o reinado de Teodorico, foi investido em altas funções administrativas, foi cônsul e magister palatii. Dando crédito a uma intriga política, o rei mandou executá-lo cruelmente em Pavia, em 525, depois de privá-lo do seu lar, suas propriedades e seus familiares, submetendo-o a uma longa prisão e muitas sessões de tortura.Foi na prisão que Boécio escreveu De Consolatione Philosophiae (A Consolação da Filosofia) pouco antes de ser brutalmente executado. Nessa obra-prima da literatura e do pensamento europeu, Boécio coloca-se na condição de um doente, por estar se perguntando de que lhe valeram tantos anos de filosofia e de princípios, se sua vida terminava como a de um malfeitor comum, sem conforto, sem afeto, sem integridade física. Então, no auge do seu devaneio ele tem uma visão de que a própria Filosofia, personificada em uma Dama de imortal encanto, vem até ele em sua cela e com ele dialoga sobre as palpitantes questões que o inquietam. Todo esse sublime diálogo ele relata em A Consolação da Filosofia , onde vêm à baila os problemas do mundo, de Deus, da felicidade, da Providência, do destino, do livre arbítrio e, sobretudo, a questão do mal e da justiça divina. A Senhora Divina leva-o a compreender que, mesmo tendo perdido tudo e sofrendo dores atrozes, ele ainda pode e deve ser feliz, pois a verdadeira felicidade não pode ser roubada ou confiscada de nós por nada nem ninguém. Ao final do poético diálogo, o filósofo não mais se encontra perplexo ou perdido. Ele está preparado para viver e morrer, tendo compreendido plenamente seu destino, abraçando sua sorte como um precioso tesouro. Este pequeno livro influenciou profundamente as maiores personalidades do pensamento e da arte européia, como Chaucer e Dante.
É verdade que pouco se fala da filosofia na rotina corriqueira dos homens e mulheres de hoje em dia. Como afirmou Bertrand Russell, o consultório da psicanálise é um dos últimos redutos onde ainda se pratica a maiêutica de Sócrates. Mas as pessoas ainda se assustam com a psicanálise, taxando-a de tratamento para loucos, e preferem entregar suas mentes e seu dinheiro aos pastores de suas igrejas ou aos gurus da auto-ajuda, ignorando que não existe outra salvação ou auto-ajuda possível senão fazer um longo e profundo mergulho em si mesmo. Que bom seria se filosofássemos mais. Que diminuíssemos um pouco o contato com a realidade para aumentar a análise desse contato, nas palavras de Fernando Pessoa no seu Livro do Desassossego. Que nos divertíssemos e ríssemos e desfrutássemos do convívio dos nossos amados sim, mas que buscássemos com igual empenho um pouco de solidão para compreender mais a natureza, o universo, nossas sensações, nossas emoções, nossas potencialidades, nosso EU. Filosofando, tornamo-nos mais fortes, mais políticos, mais atuantes,mais felizes, mais espitiruais. Quem sabe assim, se um dia o Destino nos tirar aquilo que mais adoramos, em nossa hora mais escura a Majestosa Senhora Filosofia se digne vir ter conosco na restrita cela do nosso desespero, remova as ilusões dos nossos olhos e, consolando-nos e sorrindo, nos diga: "Você é feliz!"
MUDAR PODE PARECER DIFÍCIL, MAS É POSSÍVEL - E ÀS VEZES PRECISO - NA VIDA DE TODOS NÓS. A ENERGIA DESTRUIDORA DE SHIVA ABRE ESPAÇO PARA A RENOVAÇÃO
I por Márcia De Luca*
SHIVA É A TERCEIRA DIVINDADE da tríade do hinduísmo. Lembrando: Brahma representa dentro de cada um de nós o arquétipo da energia que tem o poder de criar; Vishnu é o arquétipo da energia que mantém o que foi criado; e Shiva representa o poder que temos de destruiro que está errado para ceder espaço ao novo e correto.
A mais antiga imagem venerada no mundo, Shiva é também conhecido como Nataraja, o deus da dança e da ioga, o dançarino cósmico, bem como o senhor das artes marciais e o protetor dos animais. Esse deus representa a coragem de lutar contra o que está obsoleto. Mais; encarna a mudança constante que é a própria essência do universo.
Toda criação será incinerada pelo calor abrasivo do fogo da renovação no momento em que Shiva abrir seu terceiro olho, entre as sobrancelhas.
Em Shiva, essa é uma força masculina, ligada aos conceitos de poder e coragem. Seu equilíbrio está no encontro com sua consorte, Shakti, que representa o amor, a compaixão e a intuição — a energia feminina.
MUDANDO 0 MUNDO
Shiva aparece dentro de nós como a força que luta contra o ego, para deixarmos de lado o egoísmo e nos concentrarmos no que realmente importa: o bem comum. Exteriormente, a luta desse deus é contra a ignorância do mundo. É seu poder destruidor que nos torna capazes de desfazer o que é nefasto, gerando espaço para a criação do que desejarmos.
Acessando o poder imenso da trindade em nós mesmos nos tornamos ímãs que atraem para nossas vidas tudo aquilo que desejamos. É dessa forma que nos imbuímos da capacidade de criar nossa própria realidade. Claro, quem quiser pode escolher o papel de vítima. Mas é no mínimo estranho quando temos a opção de encarnar um deus. Entendeu por que digo e repito que cada um de nós pode mudar o mundo? Somos deuses! E a violência lá fora não é nada mais do que o reflexo dos pensamentos, sentimentos e emoções que nutrimos dentro de nosso coração. Quando nos tornamos Shiva e assumimos nosso poder de destruir o que está errado, aí sim transcendemos em direção ao novo e correto. Só um de nós não faz lá grande diferença — mas, juntos, temos a força para criar um mundo melhor. Vem!
P.S. Como os opostos se unem para gerar o equilíbrio, em nosso próximo vôo vamos saber sobre o lado feminino de cada deus da poderosa tríade hin-duísta. Até lá!
Fonte: Revista GOL, número 64 - Julho de 2007
*Fundadora do CIYMA, Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda, em São Paulo, e discípula do médico indiano Deepak Chopra, Márcia De Luca dá consultoria, cursos e palestras em empresas. Para se comunicar, acesse: www.ciyma.com.br
Brian Weiss, pioneiro na terapia de vidas passadas, fala agora de viagens a séculos à frente
Rita Moraes - Revista Isto é
Há 24 anos, ele enfrentou a comunidade acadêmica ao dizer que seus pacientes relatavam vivências de outras vidas. Psiquiatra formado pela Columbia University e pela Yale Medical School, nos Estados Unidos, disseminou o método de terapia de vidas passadas em todo o mundo, escreveu livros e virou best-seller com Muitas vidas, muitos mestres, de 1992. Esta semana, em sua quarta visita ao Brasil, onde já vendeu mais de um milhão de livros, Brian Weiss, 61 anos, lançou Muitas vidas, uma só alma (Edit. Sextante, 208 págs., R$ 19,90), título no qual defende outra controvérsia – a possibilidade de ir ao futuro. Ele provoca: “Os físicos falam sobre universos paralelos. O século XXII pode estar acontecendo agora, assim como o XVII. Por que não seria possível?”
ISTOÉ – Há ainda resistências contra a terapia de vidas passadas (TVP). Qual a reação à idéia de ir ao futuro? Brian Weiss – Psiquiatras e acadêmicos que rejeitam a idéia não a conhecem. Digo a eles: tentem. Há pacientes que impressionam pelos detalhes. Alguns falam línguas que desconhecem. Nos EUA, um terço das pessoas acredita em reencarnação. No Brasil, pelo menos 50% da população também crê. O futuro é estudado pela física quântica. Os físicos falam sobre universos paralelos. Fiz uma pesquisa com pessoas que têm sonhos precognitivos e que tiveram experiências de quase morte. Os sonhos sobre acidentes ou doenças as ajudam a se prevenir e a tentar mudar o futuro. Se há quem sonhe com o futuro, por que as pessoas sob hipnose não poderiam vê-lo?
ISTOÉ – E as teorias de Carl Jung (psiquiatra suíço, 1875-1961) sobre a existência de inconsciente coletivo? Weiss – As lembranças são muito específicas. Não falam de um grupo de pessoas, mas do sofrimento físico, de doenças e ferimentos, e das emoções, alegrias e tristezas, de uma em especial.
ISTOÉ – Como se dá a progressão? Weiss – A técnica é a mesma da regressão. Coloco a pessoa num estado profundo de relaxamento, sob hipnose.
ISTOÉ – Em seu livro, o sr. fala de três situações futuras: daqui a 100/200 anos, que mostra um mundo populoso, muita poluição e aquecimento global; outra, entre 300 e 600 anos, de um mundo semidestruído, e outra, paradisíaca, daqui a mil anos. Não seriam apenas reflexos do desejo e crenças das pessoas? Weiss – Faço pesquisa com grupos de pessoas que foram levadas para determinados anos, 2150, 2500 e 3000, e há consenso sobre o que vêem. Sete mil já participaram. Por que tantos dão a mesma informação? E essas pessoas se sentem mais felizes, melhoram sua saúde e seus relacionamentos e tomam decisões mais acertadas. Como médico e terapeuta, é o que me interessa.
ISTOÉ – Há pesquisas que indicam que na TVP, a parte do cérebro ativada é a que se refere a memórias, e não à elaboração, o que seria uma “prova” de veracidade. E na progressão, como uma pessoa pode relatar uma vivência que ainda não teve? Weiss – Podemos ter memórias do futuro, porque o tempo pode não existir do jeito que pensamos. Talvez o passado e o futuro sejam paralelos, simultâneos. O século XXII pode estar acontecendo agora, assim como o XVII.
ISTOÉ – Todas as pessoas podem fazer esse tipo de terapia? Crianças, adolescentes, deprimidos? Weiss – Sim. Adolescentes regridem facilmente e crianças mais ainda. O importante é que o terapeuta tenha boa experiência e integre as memórias ao tratamento. Não basta ter a lembrança para se curar. Se o deprimido não consegue se concentrar, deve tomar medicamentos e tentar. A maioria dos sintomas físicos ou mentais melhoram. É muito seguro.
ISTOÉ – Nessas terapias, mães, pais e irmãos aparecem em outras vidas como maridos e namorados. As pessoas lidam bem com isso? Weiss – Reconhecer pessoas no passado ou no futuro é muito comum. Nós trocamos de corpo, de país, de religião para aprender sobre todos os lados. É o propósito da vida. O que sentimos é amor, não há nada de incestuoso, de negativo. As pessoas estão conectadas, viajam juntas para aprender.
ISTOÉ – Qual o intervalo entre vidas? Weiss – Pode ser de uma semana ou de um século, depende da necessidade. Pessoas que morrem violentamente costumam voltar logo porque as lições continuam lá. Eu morri em 1942 ou 1943 na Tchecoslováquia e nasci em 1944. Na Suécia, um médico pesquisou pessoas que na regressão se viram como vítimas na Segunda Guerra. Elas lembraram de nomes e números tatuados em seus braços que bateram com os registros de guerra. Quando me viu, ele me disse, chocado: “Eu morri com você.” Ele me reconheceu.
ISTOÉ – Por que esquecemos das vidas passadas? Weiss – Várias culturas acreditam que esquecer é uma forma de proteção. Acho que cada vida é um novo teste para saber se o aprendizado já faz parte de nossa natureza, se está no coração e não só na mente. A Terra é a escola, onde temos que aprender a não-violência, a compaixão, a paciência, a amorosidade.
ISTOÉ – Podemos acertar numa vida e errar numa posterior? Weiss – Temos o livre-arbítrio e o destino, os dois coexistem. O destino é o plano para uma existência, mas o livre-arbítrio lhe permite escolher o que quer fazer. Por exemplo, há planos de você viver com uma pessoa, você decide não cumpri-los. Pode ter uma vida produtiva, mas, se naquele compromisso falhou, procurará outra oportunidade para cumpri-lo. O importante é que nunca morremos e progredimos sempre.
Em 2002 foi realizado no FORESPE (Fórum espírita de Pernambuco) a palestra de Divaldo Pereira Franco. Enfim, ele nos falou de como a ciência comprovou a vida fora do corpo, citando nomes, datas e experiências que infelizmente não pude decorar.
E deu uma excelente dica de como manter uma vida saudável: cultivando bons pensamentos sempre! Ele falou "Nós somos o que pensamos". Nos lembra o "penso, logo existo" (Cogito, ergo sum) num sentido mais espiritual e menos cartesiano. E ainda disse o porquê: quando nossos pensamentos estão elevados, obviamente nos conectamos com as egrégoras superiores, e a captação de energia vital (que fazemos a toda hora, através dos chakras) se dá de forma mais pura. E o cérebro acaba produzindo, de forma sutilizada, fótons, que nada mais é que luz. Isso se dá porque, quanto maior a vibração (velocidade), mais a matéria se aproxima da luz (física elementar). Essa luz, que não está em nosso estado físico, (ou nossos órgãos internos brilhariam como o ET de Spielberg) se irradia pelo corpo, corrigindo distorções e fortalecendo as defesas do organismo. Ele comparou esse fenômeno a uma barra de ferro, com seus átomos bagunçados, dispostos em várias direções, que, ao passar nele uma corrente elétrica, alinha todos os seus átomos num único sentido.
Em contrapartida, o pensamento negativo, depressivo, além de atrair energias semelhantes, faz o cérebro produzir elétrons. Tais elétrons se espalham pelo corpo e desestabilizam o que já era eletricamente harmonioso por natureza. Hoje se sabe que o princípio do câncer está nos radicais livres, que são "sobras" de elétrons que se agregam a outras moléculas, tirando-as da sua carga elétrica normal. Isso provoca velhice precoce também. Diz-se que vitamina C é ótimo pra evitar radicais livres, mas o melhor mesmo é um estado mental saudável.
Isso não quer dizer que nos tornaremos Polianas, vendo beleza em tudo (muito embora deveríamos), mas sim vigiar nossos pensamentos todo o tempo, e evitar alimentar pensamentos negativos até como forma de auto-sobrevivência. O poder do pensamento explica o porque de nos livros espíritas encontrarmos almas moldadas em forma antropomórfica. Se uma pessoa sente culpa ou orgulho no fato de ser "esperto como uma raposa", ou "perigoso como uma cobra", ao longo do tempo o pensamento inconsciente imanta magneticamente as células do perispírito, que, por serem maleáveis, assumem qualquer forma que o pensamento queira. Essas acabam carregando este estigma na sua veste espiritual por muito tempo.
·O filme Matrix é de uma inteligência única na história do cinema: Conseguiu trazer para o inconsciente coletivo dos ocidentais o que dois mil anos de doutrina orientais não conseguiram. Claro que toda a mensagem está cifrada, e misturada com efeitos especiais e ação. Mas está lá...
Uma cena emblemática do filme é a do garoto budista que segura uma colher, e ela começa a entortar. Neo olha curioso, e o garoto lhe diz: "Não é a colher que entorta, e sim você. Não há colher".
Bem, a colher foi só um exemplo pra causar o efeito "uau" que causou. O verdadeiro sentido destas palavras é que,se você segue o caminho do meio (ações corretas, pensamento correto, enfim, é uma pessoa correta) o mundo pode desabar ao seu redor e você não será afetado. Pode até morrer, mas o seu "eu" não será afetado.
Vamos substituir, no diálogo original,a palavra "colher" por "mundo" e "entortar" por "mudar":
Garoto: Não tente mudar o mundo. Isto é impossível. Ao invés disto tente perceber a verdade. Neo: Que verdade? Garoto: Não há mundo. Neo: Não há mundo? Garoto: Então você verá que não é o mundo que muda, e sim você mesmo.
Esse conceito não é novo. Há 1.300 anos, no Templo Fa Shin, dois monges discutiam: - A bandeira está se movendo! - Não, é o vento que está se movendo! Como eles não conseguiam chegar a um acordo, Hui-Neng apareceu e disse aos dois: - É a mente de vocês que está se movendo!
Semeador de Idéias é uma entrevista com Fritjof Capra, na primeira edição da Nova Era
- Um guia introdutório para a Era de Aquário Uma nova revista da conhecida "Planeta", aonde você encontra também:
O Futuro com Base no Passado, por Luis Pellegrini O Caminho Astrológico Para a Era de Aquário, por Adonis Saliba A Conexão Universal, por Shirley Nicholson O Paradigma do Coração, por Carlos Cardoso Aveline No Mundo de 2050, por Carlos Cardoso Aveline Rumo à Empresa Holística, por Eduardo Araia Internet - A Comunicação Aquariana, por Lu Gomes além de um CD com músicas da "New Age"
Referência obrigatória quando o tema é Nova Era, o físico Fritjof Capra popularizou-se nos anos 70 com seu livro "O Tao da Física", no qual mostra os paralelos entre a física moderna e o misticismo oriental. Seu trabalho hoje vai além do meio acadêmico, atingindo políticos e empresários.
por Fátima Afonso
Segundo o físico austríaco Fritjof Capra, autor de O Tao da Física, O Ponto de Mutação e Sabedoria Incomum (publicados no Brasil pela Editora Cultrix), os problemas mais críticos enfrentados hoje pelo homem - seja em nível político, econômico, social, de saúde ou ecológico - integram uma complexa crise de percepção da realidade. Herdeiros da concepção mecanicista de René Descartes, adotamos erroneamente uma visão fragmentada do mundo, que precisa ser abandonada com urgência em favor de um novo paradigma baseado na ecologia profunda e na parceria.
Para Capra, na verdade já nos encontramos no ponto inicial dessa mudança, fundamental para o estabelecimento de um futuro sustentável, mas ainda ignorado pela maioria dos políticos e líderes empresariais.
Em seu discurso, o físico austríaco tem feito importantes alertas em relação às condições do planeta. A possibilidade de colapso, acredita ele, é de fato enorme, Mas nem por isso ele se deixa abater: prova desse ânimo são seus livros, cursos, palestras e o trabalho que desenvolve no Elmwood - instituto fundado em outubro de 1984, em Berkeley, Estados Unidos, por um grupo de ativistas e pensadores que viam a mudança radical como única solução para a crise enfrentada pela humanidade e cujo objetivo principal é disseminar no mundo os valores do novo paradigma holístico.
Capra esteve no Brasil pela primeira vez no final de 1992, ocasião em que concedeu a presente entrevista a Fátima Afonso, de PLANETA
FA: Em seu livro O Ponto de Mutação, você diz que o mundo atravessa uma crise de percepção e que para sairmos dela teremos de passar por uma mudança de paradigma. O movimento ecológico e a onda new age podem ser considerados sinais de um início de mudança?
Capra: Para resolver essa crise nós temos de encontrar um novo modo de pensar, que vocês poderiam chamar pelo título de ecológico ou holístico. Meu ponto de vista é que, basicamente, precisamos de uma nova visão da realidade. Essa nova visão nasceu há algumas décadas e os diversos movimentos que agora existem podem ser encarados como respostas diferentes de diversas culturas desse novo paradigma O movimento começou na California, Estados Unidos, na década de 70. Uma constelação em particular dessa nova visão da realidade é o movimento new age; o movimento ecológico, assim como a política verde, é outra. Todos estes movimentos são, portanto, respostas à crise mundial. Como ela é multidimensional, precisamos das diferentes facetas dos diversos movimentos.
FA: Para obtermos mudanças efetivas teremos de atingir camadas significativas da sociedade, como políticos, empresários e religiões Como poderemos convencê-los a adotar o novo paradigma, já que eles não parecem muito dispostos a abrir mão de sua fatia de poder?
Capra: Na minha opinião, há um grande movimento global que está promovendo essa nova forma de pensar. Ela é encontrada nos meios educacionais e no meio comercial. Creio que não precisamos convencer as pessoas em geral, mas uma maioria significativa, entre 10% a 20% da sociedade, para conseguirmos uma mudança de peso.
FA: Em que diferem a visão sistêmica do mundo e a visão holística?
Capra: A diferença entre as visões sistêmicas e holísticas é meramente de terminologia. A expressão sistêmica é mais científica. Vejo a teoria sistêmica como sendo a mais perfeita formulação científica para o novo paradigma. Eu prefiro também a expressão ecológica à holística, mas as duas são semelhantes.
FA: Quais as probalidades de termos uma catástrofe ecológica no século 21?
Capra: É bem provável que tenhamos de enfrentar uma catástrofe ecológica no próximo século, a não ser que mudemos drasticamente nosso estilo de vida, nossa economia, nossas instituições. A parte mais importante do novo paradigma consiste em construir uma sociedade que nos permita satisfazer as necessidades do povo sem destruir o sistema que nos sustenta, sem acabar com nossas reservas naturais. Enfim, uma sociedade na qual possamos nos manter sem destruir ou reduzir as oportunidades para futuras gerações. O Worldwatch Institute, de Washington, acredita que precisamos fazer essa mudança até o ano 2030. Se não fizermos isso, o processo será irreversível e a catástrofe ocorrerá. Para conseguir esse desiderato, teremos de efetuar mudanças dramáticas nesta década. Por isso, os anos 90 são críticos.
FA: O que nós, cidadãos comuns, podemos fazer para impedir que isso aconteça?
Capra: Há muitas formas de ajudar. Os problemas são tão graves e multidimensionais que não importa onde iremos começar. Se você é professor, ensine: se for um arquiteto, construa casas, se for um negociante, faça isso nos seus negócios. Mas faça tudo de uma forma ecológica, holística.
FA: Como você situaria o Brasil em relação ao desenvolvimento sustentável?
Capra: Essa é a minha primeira visita ao Brasil, mas, em virtude das conversas que tive nestes últimos dias, sinto que o País poderia ter aí um lugar importante. Uma área que poderia ser interessante para vocês é a da energia solar, a qual está sendo desenvolvida de uma forma tal que seria proveitosa comercialmente, além de ser competitiva. O Brasil tem muita luz solar e uma área muito grande. Poderia, portanto, tornar-se pioneiro na tecnologia solar e usá-la na economia. O problema aqui, na verdade, não é ecológico, mas político. Para ser bem-sucedido, o País teria de investir pesadamente nesse tipo de tecnologia. Tive uma conversa com a (então) prefeita de São Paulo, Luiza Erundina, a qual girou em torno das ligações entre a ecologia e a justiça social. Estes são ítens importantes, em especial nos países do hemisfério sul, onde vigora um conceito financeiro relativo ao desenvolvimento de exploração do povo - é uma noção coercitiva. O desenvolvimento é visto como um caminho estreito, tanto quanto o estilo de vida das nações industrializadas, que tiram os meios de vida dos povos desses países, transformando-os em produtos que então são vendidos no mercado mundial a preços que tais povos não podem pagar. Esse é um conceito de exploração que precisa ser modificado. Não conseguiremos um equilíbrio ecológico sem que sejam resolvidos os problemas da dívida econômica pelos países e bancos do hemisfério norte. Este é um bom exemplo de como todos esses problemas estão intimamente ligados. Outro exemplo envolve as florestas tropicais, um tesouro da humanidade. Para preservá-las é necessário mudar os nossos conceitos relativos ao desenvolvimento e chegar a um sistema socialmente justo.
FA: Como surgiu a idéia de traçar um paralelo entre as tradições místicas do Oriente e a física moderna?
Capra: A idéia surgiu no fim de 1960. Comecei a me interessar pelo misticismo oriental e de imediato descobri os paralelos que existiam em relação à física moderna. Isso em virtude do meu trabalho como físico. Ao longo dos anos, meu entendimento a respeito tornou-se cada vez mais agudo e forte e terminei escrevendo O Tao da Física.
FA: A espiritualização é um fator inevitável para essa mudança de paradigma que você propõe, baseado na parceria?
Capra: A visão de que precisamos é ecológica, precisa ter suas raízes nessa espécie de percepção ou consciência. Consciência ecológica é consciência espiritual - sentir que estamos inteiramente ligados ao cosmos, que pertencemos ao universo. Este modo de sentir é o centro da consciência ecológica - ao nível ecológico mais profundo. Acho, então, que a visão ecológica tem de estar assentada na espiritualidade para ser bem-sucedida.
Não tenho a pretensão de convencer os que julgam e sentenciam sem exame prévio, unicamente porque este assunto lhes fere o orgulho ou contraria seus interesses.
Quem procura alicerçar a fé na razão, não se contenta com pregações de Pastores e Padres que, intimamente, podem estar movidos de boa-fé, mas, muitos deles desconhecem e até evitam o confronto com a palavra revestida com os fundamentos da lógica, pois tudo negam do alto do pedestal do seu orgulho e das suas idéias preconcebidas.
Quão difícil ainda será a divulgação dos ensinamentos religiosos que se apóiam na Ciência, uma vez que o sacerdócio romano, de maneira orgulhosa e registrada em Jornais editados no fim do século XX, proclama-se o exclusivo representante do Divino Mestre, tentando, dessa forma, impedir o ensinamento da íntima realidade dos fatos.
A vaidade e orgulho da Igreja Romana tiveram origem nas elucubrações teológicas dos santos padres que, nos Concílios remotos, desfiguravam a doutrina simples e pura do meigo Nazareno.
"Ainda não encontrara tão grande fé em Israel"
Assim dizendo, Jesus assinalou que, filho de Deus é todo aquele que em Deus tem fé, seja judeu ou gentio. TER FÉ EM DEUS NÃO É PRIVILÉGIO DESTA OU DAQUELA RELIGIÃO, e seja quem for, Deus não o rejeitará, como faz a igreja romana com os que não se curvam à sua suposta autoridade clerical que, pretensiosamente, os declara "repelidos do Senhor". Os homens de outrora, como os de hoje, os escribas e os fariseus de agora negam tudo o que não compreendem e condenam o que os incomoda, ou lhes fere o orgulho. Jesus era acusado pelos seus contemporâneos de obrar por influência demoníaca. É precisamente o que diz o sacerdócio romano, diante dos fatos Espíritas. A resposta porém, deve ser a mesma que Jesus dava aos seus injuriadores :
"Nenhum reino que se divide contra si mesmo pode subsistir".
Observa-se com frequência, em Templos e Igrejas, o argumento de que não devemos discutir a palavra de Deus, que é o símbolo da perfeição máxima. Sem dúvida, a palavra de Deus não deve ser questionada. Mas por acaso, os homens que a transmitem são tão perfeitos quanto Deus ? Seriam esses mesmos homens isentos de falhas ?
Muitos equívocos da Igreja provêm das interpretações literais dadas às Santas Escrituras, interpretações que, se outrora puderam legitimar-se face ao grande atraso intelectual da humanidade, hoje constituem-se em uma das principais causas do número crescente de pessoas incrédulas, as quais assimilaram ensinamentos baseados na fé cega, ou seja, aquela fé em dogmas que não admitem contestação e que exigem a renúncia de uma das mais valiosas prerrogativas do homem : O raciocínio e o livre-arbítrio.
Por outro lado, a Fé raciocinada, a que tem por base os fatos e a lógica, não deixa atrás de si nenhuma obscuridade, ou seja, cremos porque estamos certos, e assim podemos compreender. Eis porque a Fé raciocinada não se dobra : Ela pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade. É a esse resultado que o Espiristismo conduz, superando a incredulidade todas as vezes que não encontra oposição sistemática e interessada.
A fé cega não é mais desse século ! Ela deixa um vazio no Espírito, originando inquietações e dúvidas... Onde não houver questionamento e crítica, onde não houver debate transparente haverá dominação, ignorância, apatia e graves entraves à autonomia da razão humana e ao desenvolvimento espiritual da humanidade.
Pretende ainda o Clero, que nos abstenhamos das comunicações com o mundo Espiritual, porque Moisés proibiu a evocação dos "mortos". Moisés assim o fez para evitar o contato do povo hebreu com espíritos impuros que os cercavam. Assim sendo, não há o que se estranhar naquela proibição, quando não ignoramos que, hoje mesmo, só devemos nos expor em comunicação com o mundo invisível sob as rigorosas condições estabelecidas pela Doutrina Espírita, para não suceder que, em virtude da Lei de afinidade, espíritos inferiores venham influenciar nossas mentes. Para as inspirações dos clérigos, como para as dos médiuns, há um critério infalível : A consciência, que exerce a sua ação fiscalizadora por meio da razão, verdadeiro testemunho de Deus entre os homens.
Apesar de tudo, não podemos deixar de mencionar as honradas exceções, as quais não se submeteram às imposições dogmáticas da Igreja. Podemos citar o Pastor Nehemias Marien que escreveu livros sobre a Reencarnação e a imortalidade da alma em termos muito favoráveis ao Espiritismo, como por exemplo : Jesus, A Luz da Nova Era, um livro polêmico, em função das posicões assumidas pelo Pastor que revela uma imagem liberal e humana de Jesus de Nazaré; defende Teses a respeito da Reencarnacão e prega a unidade das Religiões, e também, dentre outros, o Padre Católico François Brune ( o qual é referenciado com mais detalhes no atalho "Matérias Especiais", no Menu à esquerda ). Ele é adepto da Transcomunicação ( sistema que permite o contato com Espíritos, através de aparelhos eletrônicos ) e autor dos livros "Os Mortos nos Falam" e "Linha Direta do Além".
Em todas as Religiões sempre haverá, e é bom que se lembre, justos representantes da moral evangélica, os quais dignificam os princípios que norteiam para o verdadeiro Cristianismo. E estes, movidos pela certeza de estarem cumprindo a missão de divulgar a Divina Palavra, devem ser reconhecidos pela autenticidade das atitudes que visam o benefício material e o progresso moral daqueles que, humildemente, buscam o amparo de que tanto necessitam.
Finalmente, libertos como já nos achamos do terror dos anátemas, use cada um da sua inteligência, da sua razão e do seu livre-arbítrio e por si mesmo decida entre aceitar a fé cega preceituada por Padres e Pastores que não admitem o menor questionamento sobre aquilo que dizem, ou aceitar a Fé raciocinada e livre de imposições, emanada do equilíbrio e da razão.
" A ciência sem a religião é paralítica, e a religião sem a ciência é cega ". ( Albert Einstein )
" Podia perfeitamente imaginar ter vivido em séculos precedentes, onde encontrava perguntas que ainda não era capaz de responder, que teria de nascer de novo por não ter cumprido a tarefa que me havia sido designada." ( Carl Jung - Fundador da Escola Analítica de Psicologia. Responsável pela criação do termo "inconsciente coletivo" e pela ampliação das visões psicanalíticas de Freud )
" Lê-me, leitor, se encontras prazer em ler-me, porque muito raramente eu voltarei a este mundo." ( Leonardo da Vinci )
" Eu não creio no Deus que os homens fizeram, mas creio no Deus que fez os homens " ( François Marie Arouet. Pseudônimo : Voltaire, Filósofo Francês )
" Não creiais em coisa alguma pelo fato de vos mostrarem o testemunho escrito de algum sábio antigo. Não creiais em coisa alguma com base na autoridade de mestres e sacerdotes. Aquilo, porém, que se enquadrar na vossa razão e, depois de minucioso estudo, for confirmado pela vossa experiência, conduzindo ao vosso próprio bem e ao de todas as outras coisas vivas : A isso aceitai como Verdade. Por isso, pautai a vossa conduta." ( Gautama Buda, 500 A.C. )
" Amigos são todas as almas que conhecemos em vidas passadas. Somos atraídos uns para os outros. Mesmo que os tenhamos conhecido apenas por um dia, isso não importa, pois é possível que antes nos tenhamos encontrado nalgum lado." ( George Harrison - Músico do Conjunto Musical The Beatles)
" Gênio é experiência. Alguns pensam que se trata de uma benção ou de um talento, mas na verdade é o fruto de uma longa experiência em muitas vidas passadas." ( Henry Ford - Industrial Americano, Fabricante dos Automóveis Ford )
Todos os anos, no período do Carnaval, desde 1992, a cidade de Campina Grande, na Paraíba, é palco de um dos mais maduros, tolerantes e democráticos eventos cientifico-humanistas do planeta: O Encontro da Nova Consciência, um espaço de encontro (não de mistura, mas de diálogo e compreensão, pois a diferença é rica e enriquecedora) interdisciplinar e inter-religioso, verdadeiro exercício de um encontro encumênico, onde se discutem e vivenciam os temas filosóficos mais caros ao ser humano: o sentimento de fraternidade, partilha, troca de idéias e vivencias de contato humano e espiritual (veja aqui o texto da reportagem exibida pelo Fantástico, da Rede Globo, sobre o Encontro para a Nova Consciência em 09/03/2003).
"Se pudermos olhar para o outro como nosso irmão e fraternal e solidariamente darmos a mão e caminharmos juntos, esse é o ideal, e foi pra isso que Deus nos fez. É a prática do exercício do amor que gera a paz. Essa é a proposta maior da nova consciência", nos fala sabiamente o Pastor Nehemias Marien, participante e trabalhador assíduo do Encontro desde sua primeira edição, em 1992 (Clique Aqui para ver a História do Primeiro Encontro Para a Nova Consciência em 1992).
O evento se mostra uma espaço de encontro e diálogo (e não - como querem fazer crer os que, desconhecendo-o por preconceito, não obstante pretensiosamente pensam tudo conhecer - de mistura e muito menos de proselitismo, mas de encontro, compreensão, troca de idéias e enriquecimento mútuo pelo reconhecimento complementar das diferenças) entre a ciência, a filosofia e as diferentes tradições religiosas, como o catolicismo, o espiritismo, alguns representantes Uma nova era se aproxima para a humanidade. Muito se tem especulado sobre ela, e sabe-se que ela surgirá depois de uma grande limpeza que será feita no planeta em breve. Ela virá depois de muito sofrimento pelo qual a Terra e seus Habitantes terão que passar, com a terceira guerra mundial, com as tribulações das transformações geológicas e com o nosso anticristo, tempos os quais todo mal deverá ser extirpado do planeta. Aí chegará a era de paz, uma era onde a fraternidade reinará, onde o homem viverá para o seu próximo. Haverá um grande renascimento espiritual em todo o mundo. Indivíduos terão as oportunidades para "entrar em contato com eles mesmos" e chegar a uma realização sobre a falsidade do materialismo. Um grande renascimento da filosofia que mistura as religiões orientais e ocidentais acontecerá. Haverá um grande movimento mundial levantando a Verdade como cada um a percebe, trazendo os melhores aspectos para a Era de Aquário.protestantes mais equilibrados e mais atrelados à madura e respeitável mensagem original de Lutero - e ainda não contaminada por um Pentecostalismo fundametalista alienante -, o budismo, o islamismo, as religiões afro-indígenas, etc.
As propostas e práticas de aceitação e harmonia do Encontro Para a Nova Consciência demonstram a capacidade do homem de aceitar as diferenças e a possibilidade do aprendizado mútuo pelo encontro de diferentes perspecitvas.
O saudoso Bispo de Campina Grande, Dom Luis Gonzaga Fernandes (foto, junto com o idealizador do Encontro, então prefeito e hoje governador, Cássio Cunha Lima, o Pastro Nehemias Marien e o saudoso comunicólogo Augusto César Vannucci, em foto do primeiro Encontro, em 1992) já no primeiro e histórico Encontro Para a Nova Consciência, realizado em 1992, já dizia com sabedoria e olhar amplo, acima das mesquinharias dos vários "ismos" humanos:
Quando nós falamos de ecumenismo não estamos pensando num coquetel de incongruências, mas em questões bem assentadas. Se desejamos realmente nos apresentar diante do mundo como portadores de uma bandeira religiosa (do latim religare=religar o homem ao divino, é vergonhosa nossa divisão.
É este clima de amizade, de aceitação positiva do outro, que tem feito o Encontro para a Nova Consciência um sucesso renovado e crescente ano após ano.
O clima de respeito, tolerância e cordialidade do Encontro para a Nova Consciência está, muito acima, portanto, do distoante reducionismo Pentecostalista-capitalista tão arduamente adotado por seitas midiáticas importadas ou inspiradas em similares criadas nos Estados Unidos e por este país taticamente exportadas, atuando como um vírus agressivo visando a destruir o pensamento diferente para, assim, se multiplicarem.
Estas seitas pentecostais e religiões protestantes de cunho fundamentalista (não são todas as religiões e nem todos os pastores protestantes,